Em documento oficial enviado terça-feira (31) à Superintendência do IBAMA/RS, o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, informou que o Centro de Reabilitação não recebeu nenhum espécime afetado por óleo até às 16h30min daquela data. Segundo o biólogo e coordenador do Centro de Reabilitação, Maurício Tavares, entre o dia 26 e 31/01 o Centro recebeu três animais mortos: uma toninha (Pontoporia Blainvillei), um talhamar (Rhyncops Níger) e uma corvina (Micropogonias furnieri). Nenhuma das espécimes apresentava qualquer evidência externa de contaminação por óleo. Ainda segundo o comunicado, a toninha apresentava “marcas externas condizentes com emalhe em rede de pesca, fato este muito comum no litoral gaúcho ao longo de todo o ano”.
Ainda na terça-feira, técnicos do IBAMA estiveram novamente no Litoral Norte, vistoriando o local atingido pelo óleo e levantando informações sobre o equipamento que teria causado o acidente: uma válvula de segurança breackaway (ver foto acima), que está apreendida pela Polícia Federal para a realização de perícia, após o derramamento de óleo ocorrido no dia 26 de janeiro.
(*) As informações e a foto são do analista ambiental Kuriakin Toscan, do Ibama/RS

on Feb 2nd, 2012 at 3:28 pm
É incrível a quantidade de óleo derramado nos mares!! É muito preocupante, pois, o derramamento de óleo causa prejuízos aos ecossistemas, colocando em risco a sobrevivência da flora e fauna, cujos danos ambientais podem ser irreversíveis!
on Feb 2nd, 2012 at 6:06 pm
Engana-se quem pensa que o maior risco e problema ambiental esteja na origem – mina ou poço de petróleo. O maior problema – e aonde começam os problemas ambientais – está no produto final (automóvel e toda a sorte de quinquilharias produzidas pelos minérios. Ou alguém acha que um automóvel zero, rodando silencioso, está isento de dano ambiental?