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Políticas de Desenvolvimento Econômico e Social: O Rio Grande do Sul no ritmo do Brasil

Por João Victor de Oliveira Domingues (*)

A agenda do governo federal iniciou uma nova fase de desenvolvimento econômico e social no Brasil, em que se combinam crescimento econômico com redução das desigualdades sociais. Sua característica principal é a retomada do papel do Estado no estímulo ao desenvolvimento e no planejamento de longo prazo.

Enquanto isso, o Rio Grande do Sul manteve-se alheio a este processo, perdendo espaço. O esforço produtivo despendido no âmbito do estado foi insuficiente para alcançar os mesmos níveis de crescimento nacional. Enquanto em 2003 o RS participava com 7,33% do PIB nacional, em 2010 este percentual foi reduzido para 6,47%.

Com base nesse diagnóstico, o Governo Tarso Genro recolocou o desenvolvimento econômico e social no centro da política pública do Estado do Rio Grande do Sul, em consonância com o processo nacional. Sua base é a criação das condições para o desenvolvimento competitivo e socialmente equilibrado através da retomada da ação estatal e do fortalecimento da estrutura econômica. Nossas forças locais tem capacidade de impulsionar o desenvolvimento regional, ainda mais quando integradas aos setores do que convencionou-se chamar de “Nova Economia”, especialmente as oportunidades oriundas do Polo Naval e da Energia Eólica.

Nesse sentido, matéria de ZH deste domingo noticia a chegada de novas empresas e o aumento dos investimentos privados por todo o estado, bem como o consequente crescimento dos municípios médios. Este novo ciclo de investimentos no RS é resultado não só da realidade nacional, mas também é fruto da opção de nosso governo por resgatar o papel do Estado através de políticas públicas articuladas em torno de nossas potencialidades, nossos atributos e qualificações particulares.

Em nosso projeto, articulamos as políticas públicas de apoio e fomento às diversas dimensões da estrutura produtiva gaúcha: i) “Economia Tradicional”, como por exemplo a Agroindústria e o setor de Máquinas e Equipamentos; ii) “Nova Economia”, onde despontam os setores que se articulam em torno da Indústria Oceânica/Polo Naval e Energia Eólica; e iii) “Economia da Cooperação”, onde se encontram os Arranjos Produtivos Locais, o Cooperativismo, as Redes de Cooperação e a Economia Popular e Solidária.

Destacamos o recente lançamento da Política Industrial do RS. Iniciativa importante dentro de um conjunto de medidas inovadoras que vão beneficiar os tradicionais setores da economia gaúcha, recuperando alguns nichos que enfrentam dificuldades históricas. Outras que visam dar sustentação para o surgimento e crescimento de novas cadeias, ligadas às novas tecnologias e à inovação.

Esta visão integrada do desenvolvimento econômico e social avança para além da visão simplista de que apenas “grandes investimentos” poderiam viabilizar o crescimento de nossa economia. O potencial para recuperar o protagonismo econômico do RS existe, resultado dos esforços cumulativos de gerações de gaúchos e gaúchas. Cabe ao Estado fazer o máximo para contribuir com sua realização.

(*) Secretário de Estado Extraordinário de Assessoramento Superior do Governador

3 Comentários on “Políticas de Desenvolvimento Econômico e Social: O Rio Grande do Sul no ritmo do Brasil”

  1. #1 Pablo
    on Apr 25th, 2012 at 9:41 am

    Finalmente sinto que o RS volta a crescer e pelo caminho certo, o caminho do trabalho!

  2. #2 Ary
    on Apr 25th, 2012 at 11:36 am

    O governador Tarso Genro é um intelectual orgânico, com visão estratégica e que concebe o desenvolvimento como um processo para a sustentabilidade (econômica, social, política e ambiental). Para que o processo se transforme em sucesso é preciso estabelecer bases sólidas a partir de uma plataforma que seja mantida independentemente dos mundo eleitoral. Ou seja, estabelecer as bases do desenvolvimento de tal forma que os futuros gestores, ainda que de outros matizes, se vejam compelidos a melhorar o processo, em vez de simplesmente trocar por outro de valor e forma duvidosa. Essa lógica deve ser aplicada com mais ênfase nas áreas da educação, meio ambiente, saúde, infraestrutura e inovação tecnológica. O Rio Grande do Sul, nos últimos 50 anos (só para ficarmos nos “tempos modernos”) teve apenas dois governos populares: Alceu Collares e Olívio Dutra. Portanto, debitar àqueles governos ou ao governo recém iniciado do Tarso, qualquer (qualquer!) mazela é de uma desonestidade política a toda prova. Todos (todos!) os problemas do RS devem ser debitados aos governos da ditadura, potencializados pelos governos do Jair Soares, Simon, Rigotto e Yeda. Parabéns pelo artigo, João Victor! Boa luta!

  3. #3 zé bronquinha
    on Apr 25th, 2012 at 2:25 pm

    - A nova fase de desenvolvimento econômico do governo federal é a velha fórmula dos governos anteriores dos governos que se sucedem. Trta-se da gestão do capitalismo. Hoje o orçamento da União remete próximo a 40% para bancos a fim de rolar seus pa´peis da dívida interna. Para resolver problemas das grandes corporações capitalistas o governo destrói biomas inteiros inundando terras que pertencem aos povos originários realizando barragens imensas. Incentiva grandes construtoras a expulsar moradores urbanos pobres do caminho das obras do PAC e das megas obras dos mega eventos. Este é um governo eivado de gente que já foi de esquerda que hoje está dislumbrada com pequenos nacos de governo que não é poder.O poder continua sendo dos capitalistas que mandam nos governos.

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