Foi está “genial” frase acima, proferida por um policial canadense, que deu inicio a “Marcha das Vadias” hoje em sua segunda edição.
Após uma série de estupros na Universidade de Toronto no Canadá, um policial convidado a orientar as estudantes para a prevenção desta violência sugere que o estupro é motivado pelas roupas que as estudantes vestem.
Por mais chocante que possa parecer este pensamento não é incomum e traz na sua gênese a força do pensamento machista. A mulher é a culpada pela violência que sofre.
Este é um tema exaustivamente debatido pelo movimento feminista ao longo de décadas e ganha hoje um novo contorno.
Milhares de pessoas na sua maioria jovens tomam as ruas do país para dizer não a violência, não à idéia de que seus corpos são objeto em exposição para o uso e abuso dos homens.
Nos cartazes empunhados como bandeiras pode-se ler um recado que dá conta do nível de consciência desta mulher contemporânea sobre seu direito de opção. “Me respeite, de burca ou de shortinho”
Estes manifestações trazem também antigas bandeiras feministas para a rua, igualdade de salário, o fim da violência doméstica e a legalização do aborto.
As reivindicações são antigas o jeito de fazer e os rostos são novos. A grande participação dos homens nestas marchas dá um pequeno sinal de que a cultura machista já começa a ser questiona pelo conjunto da sociedade.
Agora falta mudar o estado, a justiça e polícia,
Bons ventos às trazem.
(*) Repórter fotográfica e militante feminista.
Fotos: Suzane Pires


on May 29th, 2012 at 9:33 am
Excelente artigo, Suzana.
on Jun 2nd, 2012 at 3:13 am
Simplesmente o que a mulher veste não diz que pessoa ela é, bem como não justifica os atos de violência. É necessário romper com o discurso do moralismo e repensar na cultura machista e patriarcal que ainda permanece na nossa sociedade. Chega de fingir que não sabemos que muitas mulheres são estupradas fisicamente e “moralmente”, devemos admitir este triste cenário e procurar meios para transformação social em prol da igualdade de gênero e combate à violência.