O presidente da seção gaúcha da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo, classificou hoje como inadmissível a atitude do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul de encerrar a negociação com os servidores do Judiciário em greve desde o dia 27 de junho. Nespolo defendeu a retomada imediata das negociações com diálogo e transparência.
Na manhã de quarta-feira, os servidores promoveram um ato em frente ao TJ, antes da audiência que teriam com a administração do Tribunal. Mas a direção do TJ informou que estava encerrada a negociação e manteve o índice de 6,1% de reajuste parcelados, sem discutir as demais reivindicações. Segundo a CUT, as representações da categoria foram recebidas numa sala, onde ficaram em pé e sequer tiveram a oportunidade de se manifestar.
Os servidores reivindicam a recuperação das perdas salariais (46% em 1° de junho), a recuperação da inflação anual garantida em lei, data-base, plano de Cargos e Salários (PCS), jornada de 7 horas, auxílio-refeição de R$ 900,00 (igual a SC) e extensivo aos aposentados, calendário de preenchimento dos cargos vagos.
Na próxima segunda-feira (9) será realizada uma assembleia geral, às 13h30, no salão da Igreja Pompéia (rua Barros Cassal, 220), em Porto Alegre onde será decidido, coletivamente, os rumos do movimento. Nesta sexta-feira (6), ocorrerão plenárias regionais em Pelotas, Santa Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul e Litoral, a partir das 10h. Em Porto Alegre ocorrerá uma plenária às 14h reunindo toda a região metropolitana. Diante da posição do TJ, a categoria pretende intensificar a greve.
Foto: Maria Rosa Junges/Sindjus-RS

on Jul 11th, 2012 at 2:56 pm
CUT representa o peleguismo engajado politicamente. Fosse Serra o Presidente estariam nas ruas pregando um Fora Serra, tal qual faziam de forma antidemocrática e golpista contra o FHC com o Fora FHC e contra a Yeda com o Fora Yeda. Agora como o governo é do PT praticam o peleguismo pura e simples.