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Yeda no tribunal: “um bom começo”, diz Paiani

Após diversas ausências injustificadas, ao longo de vários meses, que levaram o Ministério Público a pedir sua condução coercitiva ao tribunal, a ex- governadora Yeda Crusius finalmente prestou depoimento na tarde da última terça-feira (17), perante a 5ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre.

Como já era previsto, Yeda pouco acrescentou para o esclarecimento de denuncias de ações ilegais envolvendo seus assessores diretos, o ex-chefe de Gabinete do Governo do Estado, Ricardo Lied e sua “assessora especial” Walna Vilarins Menezes.

O depoimento de Yeda Crusius foi tomado dentro de uma ação de Exceção da Verdade, pela qual o ex-Ouvidor-Geral da Segurança Pública, Adão Paiani, se defende de acusações de “Crimes contra a Honra” contra o também ex-Secretário da Transparência e Probidade Administrativa de Yeda Crusius, Procurador de Justiça aposentado Francisco Luçardo.

Paiani acusou Luçardo de cometer crimes contra a administração pública, como prevaricação, advocacia administrativa e condescendência criminosa, ao deixar de apurar, administrativamente, irregularidades praticadas pelos então assessores da ex-governadora.

Em seu depoimento, Yeda negou a existência de irregularidades em seu governo, afirmando, no entanto, que a responsabilidade de apurar eventuais desvios era de seu “Secretário da Transparência”, Francisco Luçardo, que tinha delegação para tal e gozava de sua total confiança, e que “se nada foi apurado é porque nada havia a apurar”, segundo a ex-governadora.

Yeda Crusius negou ainda desconhecer a existência de processos contra Ricardo Lied, como uma Ação Civil Pública instaurada para investigar sua interferência em uma operação policial que deveria realizar a prisão do filho do ex-Presidente do DETRAN, Sérgio Buchmann, e a Ação Penal do Ministério Público de Canoas que denunciou o ex-chefe de gabinete e outros integrantes do Governo do Estado na violação do Sistema de Consultas Integradas, a partir de um esquema de espionagem operado dentro de uma sala do próprio Palácio Piratini. Nos dois processos, Ricardo Lied tornou-se réu ainda enquanto exercia suas funções na antessala do gabinete de Yeda.

Ainda segundo a ex-governadora, não existiram irregularidades em seu governo, e as denúncias havidas não teriam fundamento, sendo parte de ações políticas de uma oposição disposta a desestabiliza-la.

Segundo Adão Paiani, “o depoimento da ex-governadora foi emblemático. Pela primeira vez Yeda sentou frente a um juiz para falar sobre denúncias de irregularidades ocorridas durante sua gestão, mesmo que na condição de testemunha. Acredito que já é um bom começo”.

Ainda na terça-feira, foi ouvido também o sargento da Brigada Militar César Rodrigues de Carvalho, réu, juntamente com Ricardo Lied e o Coronel da Reserva da Brigada Militar, Frederico Breitenschneider, na ação penal que denunciou a arapongagem no Piratini. Rodrigues manteve silencio sobre a maioria dos questionamentos feitos, que buscavam esclarecer sua participação, juntamente com Lied, no esquema de espionagem denunciado por Paiani e depois comprovado pela ação do Ministério Público de Canoas.

A instrução do processo segue agora com novos depoimentos em audiência marcada para 28 de agosto, quando deverão ser ouvidos o jornalista Marco Weissheimer, o ex-assessor jurídico da Casa Civil durante o governo tucano, Bruno Miragem, e Ricardo Lied. Segundo fontes do próprio PSDB, Lied atualmente reside em Brasília, onde assessora a direção nacional do partido.

5 Comentários on “Yeda no tribunal: “um bom começo”, diz Paiani”

  1. #1 Paulo Nascimento
    on Jul 19th, 2012 at 11:20 pm

    A oitiva de Yeda é um bom começo de que? O Adão pensa que todos os gaúchos são estúpidos? Ela (Yeda) foi arrolada como testemunha pelo próprio Adão Paiani, que a olhos vistos quer criar polêmica trazendo Yeda e Rodrigues para o “baile”, para que o foco seja distorcido, assim, ela depôs como qualquer vivente faria. Me parece que o réu neste processo é próprio Adão. Quanto a Rodrigues, não é réu juntamente com Lied e Frederico coisíssima nenhuma. Pode ser réu em processo distinto do deles. Ahh! O MP de Canoas não comprovou coisa nenhuma, mas destruíram a vida de um inocente. Estou sabendo.

  2. #2 outro Edson
    on Jul 20th, 2012 at 11:04 am

    Yeda não “depôs como qualquer vivente faria”. Qualquer vivente teria deposto assim que fosse chamado pela justiça e não ficaria fugindo por meses.

  3. #3 Remindo Sauim
    on Jul 20th, 2012 at 2:21 pm

    TCU decidiu que foi regular o contrato entre a empresa DNA, de Marcos Valério, e o Banco do Brasil. A importância da decisão não está no TCU, mas no STF, já que, explicam os jornais, este contrato seria uma das bases da acusação da Procuradoria no processo do mensalão. O julgamento nem começou, mas os exageros da Procuradoria já começam a derrubar o processo, mostrando, a princípio, que a acusação meteu os pés pelas mãos e pode ter dificuldade de, assim, ficar em pé.

  4. #4 Jorge Loeffler
    on Jul 21st, 2012 at 1:21 pm

    Essa tYa, a paulistana, é a criatura mais desinformada do planeta. Nada houve de errado no seu governo. E aquele coroné ladrão que montou uma grande quadrilha dentro do Piratini pra roubar e depois vender telhas destinadas aos desabrigados por intempéries, telhas que eram vendidas a outros marginais da mesma laia desse coroné. Ela nada sabia? Por favor, conta outra, pois meus mais de 30 anos na atividade policial não me fizeram idiota.

  5. #5 Mariah
    on Aug 2nd, 2012 at 10:29 pm

    E o dinheiro público usado para mobiliar o quarto dos netos com puffs verde limão de mau gosto, ela vai devolver?Ela vai explicar como conseguiu dinheiro para comprar a dita casa? Ufa! nem acredito que nos livramos dessa doida.

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