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Secretário apresenta políticas para construir a escola pública do século 21 no Rio Grande do Sul

O secretário estadual de Educação, José Clóvis de Azevedo, fez um balanço ontem (12), durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS), no Palácio Piratini, da política educacional em curso no Estado. Em 18 meses, destacou o secretário, houve a retomada do crescimento nos investimentos do governo do Estado em Educação: em 2011, o percentual foi de 28,31% da receita líquida, devendo chegar a 29% em 2012 e apresentar um incremento de R$ 400 milhões no orçamento de 2003. Esses números representam uma evolução em relação à média de investimentos entre 2005 e 2011, que foi de 20,14%, a menor do país. Com os números de 2011, o Rio Grande do Sul pulou para o oitavo lugar no ranking dos estados que mais investem em educação no país.

Uma das prioridades da SEC é com a recuperação física da rede estadual de escolas e com a modernização tecnológica das mesmas. Em janeiro de 2011, relatou José Clóvis de Azevedo, a rede estadual era constituída por 2.554 escolas (hoje já são 2.572), a maioria delas em péssimas condições físicas, necessitando de obras emergenciais e de reformas gerais. Em 18 meses de governo, segundo o titular da SEC, entre obras iniciadas no governo anterior e as deste período, foram realizadas 872 obras para atender as necessidades mais urgentes, com um investimento total de 113,6 milhões. Agora, em setembro de 2012, estão em fase de licitação 1.028 projetos para a reforma total de escolas.

O projeto de recuperação física das escolas pretende incorporar as necessidades de uma escola pública do século 21, com sala de estudos para professores, quadro escolar branco, ambiente climatizado, paisagismo, piso nas áreas externas, água quente nas cozinhas, quadra coberta, acessibilidade, instalações elétricas, cozinha e refeitório, ambiente wireless, sala de recursos para pessoas com necessidades especiais, monitoramento eletrônico, cercamento e iluminação. Numa primeira etapa, serão contempladas 428 escolas de todas as regiões do Estado, com previsão de início das obras para o segundo semestre de 2013.

Outra política destacada pelo secretário é o projeto Província de São Pedro – um computador por aluno e um computador por professor, que já distribuiu oito mil equipamentos para alunos de 25 escolas de ensino fundamental na região da fronteira com o Uruguai (começando pelos municípios de Bagé e Aceguá). A meta da SEC é disponibilizar a 100 mil alunos e dez mil professores um computador para cada em escolas da fronteira com o Uruguai e com a Argentina, além da região metropolitana. Em outubro deste ano, começará a distribuição de 22 mil tablets para professores, via o Programa de Ações Articuladas do Ministério da Educação.

Também está em curso um processo de reestruturação curricular do ensino médio e do ensino fundamental. A proposta de reestruturação do ensino médio foi referendada na Conferência Estadual de Educação e tem como uma de suas novidades o Seminário Integrado, que busca ressaltar o papel de protagonista do aluno e leva para a sala de aula a curiosidade e a importância da pesquisa como processo científico. O currículo organiza-se a partir das áreas do conhecimento, aproximando-se das provas avaliativas com o ENEM (Exame Nacional de Ensino Médio). Da mesma forma que ocorre no ensino médio, no fundamental a proposta de reestruturação se dá a partir das quatro áreas do conhecimento, considerando os anos iniciais como um “bloco”, um período destinado à alfabetização e ao letramento das crianças.

No terreno da valorização profissional, além do investimento já feito de R$ 24,4 milhões no processo de formação continuada de professores e funcionários, José Clóvis de Azevedo destacou a política de reajuste e aumento real de salários que garantirá um mínimo de 76,68% de reajuste para o magistério até 2014. Além disso, acrescentou, por meio de acordo com o Ministério Público, está sendo concedido um complemento no salário básico de 35 mil professores, dos quais apenas cerca de quatro mil são efetivos, de carreira. Com isso, resumiu, nenhum professor – contratado ou efetivo – possui salário inferior a R$ 1.451,00 na rede estadual do Rio Grande do Sul.

Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini

1 Comentário on “Secretário apresenta políticas para construir a escola pública do século 21 no Rio Grande do Sul”

  1. #1 Tulio
    on Sep 16th, 2012 at 2:49 pm

    OK, tudo parece muito bom. Mas a aescola onde minha filha estuda possui um labortatório de informática completo, com rede wifi e etc. A escola esta bem conservada e a calçada está sendo refeita.

    …só que não há pessoal para gerenciar o lab de informática. Ou seja, tem infra, mas não há pessoal para viabilizar seu uso. De que adianta??? Pior, como menbro do CPM afirmo que tentevitvas de ativar o laboratório com pessoal de convênios, ou mesmo voluntário, foram sumariamente rechaçados pela direção e corpo discente…

    então, como sempre, tratando-se da “coisa pública” o buraco é bem mais em baixo.

    Ter dinheiro não é suficente.

    abr

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