O Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Sindppd) critica hoje o envolvimento de um CC da Procempa (Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre) em denúncias de irregularidades na campanha eleitoral na capital. Citando reportagem da rádio Gaúcha divulgada terça-feira (2), o Sindicato fala sobre o envolvimento de Antônio Olímpio Guimarães Filho (Toninho), CC da Procempa que atualmente ocupa o cargo de chefe da assessoria comunitária da Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV). A nota divulgada no site do sindicato destaca que:
“Toninho e o conselheiro do Orçamento Participativo, Maurício Melo, teriam se reunido com moradores do bairro Rubem Berta (Zona Norte) na quarta-feira da semana passada, para anunciar o início do asfaltamento de rua no núcleo 19. De acordo com a denúncia, Antônio Olímpio e Melo se apresentaram como amigos do ex-secretário da SMOV e candidato a vereador Cássio Trogildo, do PTB. Pediram apoio ao petebista e para o candidato à reeleição à prefeitura de Porto Alegre, José Fortunati (PDT)”.
O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual.
Na avaliação do Sindicato, a Procempa vem sendo utilizada como “cabide de emprego para amigos e correligionários políticos” dos atuais ocupantes da Prefeitura de Porto Alegre:
“Antônio Olímpio, o Toninho, consta na folha de pagamento da Procempa com um salário robusto de R$ 14.081,18. O caso dele é semelhante ao de Ana Maria Pellini (já noticiado aqui no site do Sindppd/RS), que também é uma CC da Procempa, mas está alocada para a Prefeitura de Porto Alegre como Coordenadora do Gabinete de Articulação Institucional. Já o salário que ela recebe da Procempa é um pouco mais alto: R$ 17.378,26. O que Pellini faz exatamente, a grande maioria da população da Capital não sabe – a única certeza que temos é que as atividades dela não têm nada a ver com os serviços de TI (Tecnologia da Informação) prestados pela empresa. Assim como o Toninho, que sendo assessor comunitário da SMOV está longe das atividades fins da Procempa”.
Cargos em comissão, denuncia ainda o sindicato, estão sendo usados como “moeda de barganha política, em detrimento dos funcionários de carreira da empresa e prejudicando a população portoalegrense – que vê o dinheiro público sendo gasto não na expansão e na qualificação dos serviços de TI da Procempa, mas para sustentar funções que nem mesmo são desempenhadas na empresa”.

on Oct 4th, 2012 at 8:53 am
Caro, MW, acho curiosa a postura do Ministério Público no RS. Eles têm um conceito de interesse público muito particular. Quem irá nos defender? O Chapolin?
on Oct 4th, 2012 at 2:40 pm
O trabalhador da Procempa se vê prejudicado com tudo isso. No começo da gestão eram 10 CCs, HOJE são 60 CCs. É uma vergonha. E sempre hospedando gente com problema na justiça: Garipô Selistre, Pipa Germano e por aí vai. Até quando vai haver a conivência do Tribunal de Contas com tudo isso?