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	<title>Marco Weissheimer &#187; Zero Hora</title>
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	<description>Política, Economia, Cultura &#38; Outras Amenidades</description>
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		<title>Tarso Genro sugere a Zero Hora que siga o Código de Ética da RBS</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 16:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[RBS]]></category>
		<category><![CDATA[Tarso Genro]]></category>
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		<description><![CDATA[O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), contestou nesta quarta-feira (1º) o texto intitulado “Quem te viu, quem te vê”, publicado na coluna Página 10, assinada pela jornalista Rosane de Oliveira, em Zero Hora. O texto critica o governo do Estado por “não divulgar os nomes dos 17 servidores (ou ex-servidores) que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/tarsog180.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/tarsog180.jpg" alt="" width="180" height="172" class="alignleft size-full wp-image-10905" /></a> O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), contestou nesta quarta-feira (1º) o texto intitulado <em>“Quem te viu, quem te vê”</em>, publicado na coluna Página 10, assinada pela jornalista Rosane de Oliveira, em Zero Hora. O texto critica o governo do Estado por “não divulgar os nomes  dos 17 servidores (ou ex-servidores) que figuram no relatório da comissão processante como possíveis envolvidos em irregularidades” [no Daer – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem].</p>
<p>Em nota enviada ao jornal, Tarso Genro manifesta “inconformidade com as acusações, que imputam ao governo o encobrimento de nomes”. “O próprio governo do Estado, através da Procuradoria Geral do Estado, é quem fez a investigação, por determinação direta do governador”, afirma o chefe do Executivo gaúcho. Segundo ele, “o governo não é contrário à divulgação dos nomes das pessoas eventualmente implicadas, mas entende que o órgão apropriado para fazer esta divulgação é o Ministério Público, que tem a responsabilidade da Ação Penal e o dever de aferir os resultados da investigação”.</p>
<p>O governador também critica o texto por “misturar posições do PT com posições do governo do Estado, como se outorgar ao MP a decisão de divulgar os nomes, fosse uma posição contrária do Governo contrária ao resultado da investigação”. O texto em questão, prossegue Tarso Genro, “nega ao Estado um dever ético que é determinado pelo próprio Guia de Ética da RBS, que é uma instituição privada, e que está assim redigido:</p>
<p><em>“O mero registro policial ou a proposta de ação judicial não são elementos suficiente para a divulgação de nomes de suspeitos ou acusados, a menos que haja a devida contextualização para se compreender um fato de interesse público”.</em></p>
<p>Tarso Genro classifica ainda como “curiosa” a comparação com a comissão de sindicância que apurou responsabilidades no escândalo do Detran, durante o governo Yeda Crusius, e a comissão processante atual: </p>
<p><em>“A situação é diametralmente oposta.  Os apontamentos da PGE à época (2008) e a &#8220;divulgação dos nomes&#8221; se deram sete meses após a deflagração da chamada Operação Rodin, quatro meses após a conclusão de inquérito por parte da Polícia Federal e e em pleno curso de uma CPI que tratou sobre o tema.  Os nomes dos supostos envolvidos já estavam amplamente publicizados, com o aval do Ministério Público Federal.  No caso atual, o Governo atuou na vanguarda das investigações, propiciando o ambiente institucional adequado para a realização do trabalho da comissão processante, bem diferente do que ocorreu em períodos anteriores”.</em></p>
<p>As acusações feitas ao governador no referido texto, conclui Tarso Genro, “partem do pressuposto que uma instituição privada tem o direito de não informar, quando entende que este é o seu dever ético, e que o Estado não deve obedecer aos mesmos pressupostos”.</p>
<p>Segundo ele, o governo, não fará nenhuma objeção caso o Ministério Público decida divulgar os nomes. “Pelo contrário, se a instituição verificar que há fundamento na investigação conduzida pelo Executivo, saudaremos a publicização de tudo o que foi apurado, inclusive os nomes”.</p>
<p><em>Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini </em></p>
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		<title>Zero Hora omitiu debate sobre monopólio da comunicação em seminário, diz presidente da Ajuris</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 18:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ajuris]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[RBS]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/joaoricardo150.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/joaoricardo150.jpg" alt="" width="170" height="172" class="alignleft size-full wp-image-10236" /></a> No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal. Os interesses temáticos envolvidos no debate não eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regulação e limites, a Ajuris queria debater também outros temas, como a ameaça que os monopólios de comunicação representam para a liberdade de imprensa e de expressão. </p>
<p>O jornal <em>Zero Hora</em>, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no sábado (24/10/2011) uma matéria de uma página sobre o encontro. Intitulada <em>“A defesa do direito de informar”</em> destacou as falas favoráveis à agenda da ANJ – como as da presidente da associação, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jurídico da RBS, Paulo Tonet – e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monopólios de comunicação. Na mesma edição, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo.  No mesmo editorial, o jornal <em>Zero Hora </em>apresentou-se como porta-voz da “imprensa livre e independente” e afirmou que “a credibilidade é a sua principal credencial”.</p>
<p>Agora, dois dias depois de o governador gaúcho acusar a RBS de ter manipulado o conteúdo de uma conferência que proferiu no Ministério Público do RS, omitindo uma parte que não interessava à construção da tese sobre a “censura ao jornalismo investigativo”, o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa, vem a público criticar a cobertura que <em>Zero Hora</em> fez do evento. A omissão da parte do debate relacionada ao tema do monopólio incomodou o presidente da Associação de Juízes. </p>
<p><strong><em>“Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”</em></strong>, diz João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.</p>
<p>Na entrevista, o presidente da Ajuris defende, citando Chomsky, que <em>“o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação”</em>. A “credibilidade” reivindicada pela RBS no editorial citado não suporta, aparentemente, apresentar a voz de quem pensa diferente dela. <em><strong>“O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo”</strong></em>, destaca o magistrado. (<a href="http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18788">A íntegra da entrevista na Carta Maior</a>)</p>
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		<title>Falácias, amnésia seletiva e má sociologia da RBS deseducam o “Rio Grande”</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 16:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[RBS]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu quase não acreditei quando enxerguei a manchete do jornal Zero Hora deste domingo (28): “Gosto pelo confronto emperra o Rio Grande”. Ainda isso? Não é possível. Mas o grupo da RBS não desiste de sua tarefa de deseducar a população do Rio Grande do Sul: “Falta de consenso em temas importantes trava o desenvolvimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/capazerohora28agostob1.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/capazerohora28agostob1-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-9886" /></a> Eu quase não acreditei quando enxerguei a manchete do jornal Zero Hora deste domingo (28): <em>“Gosto pelo confronto emperra o Rio Grande”</em>. Ainda isso? Não é possível. Mas o grupo da RBS não desiste de sua tarefa de deseducar a população do Rio Grande do Sul: <em>“Falta de consenso em temas importantes trava o desenvolvimento do Estado, que está ficando para trás em comparação com outras unidades da federação”</em>. Não se trata apenas de uma incursão sociológica equivocada. É uma tese falsa que consegue a proeza de tirar conclusões sobre a situação econômica do Estado sem tratar de economia. Os problemas do “Rio Grande” seriam “uma cultura que valoriza o conflito, a polarização ideológica, a atmosfera de discórdia e a força do corporativismo”.</p>
<p>É verdade. A economia do Rio Grande do Sul vem perdendo terreno no cenário nacional, não acompanhando o crescimento médio registrado no país. Mas não é possível analisar esse problema sem levar em conta dados objetivos sobre a economia do Estado. Chega a ser constrangedor ter que afirmar isso. Até onde minha memória alcança, esse discurso foi inaugurado pela RBS no governo Olívio Dutra (PT) que, do início ao fim, foi caracterizado pelos veículos dessa empresa como um “governo do conflito”. Há um editorial inesquecível de Zero Hora, no dia seguinte à vitória de Germano Rigotto (PMDB), na eleição para o governo do Estado em novembro de 2002: o jornal comemora a derrota do “governo de conflito” e saúda a chegada do “governador pacificador”, que iria recolocar o “Rio Grande” nos trilhos.</p>
<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/choquedegestao2.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/choquedegestao2.jpg" alt="" width="204" height="206" class="alignleft size-full wp-image-9887" /></a> Não recolocou. Rigotto fez um governo apático, sem grandes conflitos ou realizações. Há uma amnésia permanente nas matérias editorializadas da RBS sobre o “Rio Grande”. Uma amnésia que anda de mãos dadas com uma postura de tirar o corpo fora. Esses textos “esquecem” que a RBS tomou posições claras nas últimas décadas, defendeu propostas, projetos e determinados governos. Aliás, não só defendeu como participou ativamente dessas escolhas como ocorreu durante o processo de privatizações do governo Britto (PMDB), onde participou da compra da empresa telefônica do Estado. Na época, a RBS prometeu ao “Rio Grande” em seus editoriais que as privatizações, a vinda da GM, a guerra fiscal e a renegociação da dívida do Estado feita pelo governo Britto iriam colocar o Estado em um novo patamar de desenvolvimento. Não deu certo, assim como a pacificação de Rigotto e como o choque de gestão de Yeda Crusius (quando, aliás, um dos fiadores da pacificação de então era o coronel Mendes).</p>
<p>Naquele período, a tese da “mania do conflito” ainda não existia. Ela surgirá com o governo seguinte e, a partir daí, passará a ser afirmada e reafirmada até hoje. O Rio Grande do Sul teria perdido posições em relação a outros Estados por que aqui há um gosto pelo confronto, que teria suas origens na Revolução Farroupilha. A alternância de governos e de projetos é apontada como uma erva daninha, como se, em outros Estados da Federação não houvesse tal alternância. Em três páginas de matéria, não há uma única menção à manutenção de uma matriz produtiva que ignorou as mudanças na economia mundial. O sucateamento do setor calçadista, por exemplo, não tem nada a ver com o “gosto pelo confronto”, mas sim com a concorrência massacrante da indústria chinesa e de outros países asiáticos. </p>
<p>Entrevistei dias atrás, para o jornal Adverso, da Adufrgs Sindical (Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre), o professor Luiz Augusto Estrella Faria, técnico da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e professor associado da UFRGS nos cursos de pós-graduação em Economia e em Estudos Estratégicos Internacionais. Entre outras coisas, Faria fala sobre a decadência da economia gaúcha e aponta alguns elementos que não frequentam a má sociologia do grupo RBS:</p>
<p><em>O Rio Grande do Sul vive uma semi-estagnação desde nos anos 80. O Estado teve poucos momentos de crescimento neste período. É verdade que todo o Brasil viveu duas décadas perdidas em termos de crescimento, mas, mesmo assim, isso foi pior no Rio Grande do Sul, na média. Com exceção do início dos anos 2000, quando o Estado teve uma media de crescimento maior que a do Brasil, na década de 90 tinha sido pior e na segunda metade dos anos 2000 voltou a ser pior que a média nacional. Historicamente, o Estado sempre teve algo entre 7 e 8% do PIB brasileiro. Hoje estamos entre 5 e 6%.</p>
<p>A economia do RS não se modernizou neste período e ficou, em larga medida, vinculada a alguns setores tradicionais que passaram a crescer pouco por razões diversas. Durante boa parte desse período, os preços dos produtos agropecuários atravessaram uma fase ruim. Só foram melhorar na segunda metade dos anos 2000. Então, foram cerca de 15 anos com preços ruins para soja, milho, arroz e carne. Isso afetou um setor que, no RS, pesa mais do que a média nacional, que é a agropecuária. Além disso, a nossa indústria é, predominantemente, de pequeno e médio porte e vinculada a setores particularmente vulneráveis à competição da Ásia, principalmente. </p>
<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/calçadochines.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/calçadochines.jpg" alt="" width="200" height="267" class="alignleft size-full wp-image-9890" /></a> O maior segmento da indústria gaúcha no início deste período era o calçadista. Hoje, ele praticamente sumiu do mapa, sufocado pela concorrência asiática, que produz o mesmo tipo de calçado, as mesmas grifes tradicionais, em condições de produção muito mais baratas, pois trabalha em uma escala gigantesca. Nós temos aqui pequenas empresas de calçado e lá tudo é mega. Há empresas com dezenas de milhares de trabalhadores fabricando calçado. Esse nível de escala dá um poder de competição gigantesco. Não dá para achar que podemos produzir com uma escala chinesa.</em></p>
<p>É pedir muito que, em uma matéria que pretende analisar a situação econômica do Estado, se utilize dados econômicos objetivos? Para os editores de ZH, aparentemente é. Mas isso não ocorre por acaso. A má sociologia é alimentada por uma postura arrogante que não reconhece os próprios erros e da “elite” econômica que esse grupo midiático representa.  Uma “elite” que foi incapaz de ler as mudanças na conjuntura nacional e mundial e que sempre manteve um discurso hostil ao Estado, a não ser, é claro, na hora de pedir generosas isenções fiscais. A RBS se coloca do lado de fora do jogo, como se fosse um ente a-histórico a pairar sobre o “Rio Grande” e a explicar ao povo gaúcho o que ele deve ou não fazer. Suas escolhas políticas e econômicas permanecem sistematicamente dentro do armário. Isso é fundamental para que volta e meia Zero Hora venha nos alertar para os riscos da “mania de conflito” e do “gosto pelo confronto”.  A RBS tem responsabilidade direta sobre várias das escolhas políticas e econômicas feitas no Rio Grande do Sul nas últimas décadas. E, sistematicamente, faz de conta que não tem nada a ver com isso. Talvez seja essa mistura de má fé, amnésia seletiva e má sociologia que esteja emperrando o “Rio Grande”.  </p>
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		<title>A RBS e a privatização da água</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 20:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Àgua]]></category>
		<category><![CDATA[Corsan]]></category>
		<category><![CDATA[Privatizações]]></category>
		<category><![CDATA[RBS]]></category>
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		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Privatização da Água]]></category>

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		<description><![CDATA[Boletim n° 680 do Sindiágua-RS assinala que episódio da privatização da água em Uruguaiana parece ter despertado o apetite da RBS em defesa de novas privatizações no Estado. Vale a pena acompanhar a sequência de fatos e movimentos midiáticos apontada pelo boletim: Tarso não abriu cofre Ao que parece e, pelo que se vê, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/capazerohora21.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/capazerohora21-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-9483" /></a> <em>Boletim n° 680 do <a href="http://www.sindiaguars.com.br/">Sindiágua-RS</a> assinala que episódio da privatização da água em Uruguaiana parece ter despertado o apetite da RBS em defesa de novas privatizações no Estado. Vale a pena acompanhar a sequência de fatos e movimentos midiáticos apontada pelo boletim:</em></p>
<p><strong>Tarso não abriu cofre</strong><br />
Ao que parece e, pelo que se vê, o governador Tarso Genro não abriu os cofres do governo para a RBS. A capa de Zero Hora do último domingo, a festa que Lasier Martins fez ao prefeito lá em Uruguaiana, as várias matérias com tom “simpático” à privatização, enfim, todo o comportamento já por demais conhecido deste grupo de comunicação que todos sabemos que tem lado e não mede esforços para tentar derrubar quem não compactua com sua ganância por dinheiro e poder.</p>
<p><strong>Descoberta “estranha”</strong><br />
O episódio do tapa do deputado Sergio Moraes serviu para o Lasier Martins descobrir, já quase no fim da vida, que os partidos que estão no governo disputam os cargos da administração. Quem acompanha os jornais da RBS vê que este senhor tem se mostrado cada dia mais surpreso com esta grande descoberta que fez. Vejam só! Partidos disputando cargos no governo! Que coisa, não? Nunca antes na história deste Estado aconteceu coisa parecida. Por certo aspecto, até tem razão o calvo da RBS. No governo passado, dentro da Corsan, por exemplo, não havia disputa de cargos. Marco Alba, Costela e o outro calvo vindo do Banrisul, não davam direito à disputas. Até os estagiários eram indicados por eles sem direito a contestação de quem quer que fosse.</p>
<p><strong>Capa de Zero Hora</strong><br />
O que vocês acham que a frase “Levante contra a Corsan ganha força no interior” estava fazendo justamente num domingo na capa do principal veículo escrito da RBS? Na realidade, o que temos? Certo mesmo, é um grupo de prefeitos que já se deixaram, digamos, levar pelos apelos da iniciativa privada. Onde o que menos interessa são os planos da Corsan ou suas propostas. E, claro, um movimento que é orquestrado justamente por um dos prefeitos envolvidos que hoje é presidente da Famurs. Temos condições de reverter? Temos. Vamos sair deste processo sem perder nenhum município? Embora difícil, esta é a nossa luta.</p>
<p><strong>Nota da Corsan</strong><br />
Até para entender melhor o que se passa hoje no Estado, resolvemos publicar aqui também a nota do presidente da Corsan, Arnaldo Dutra, que foi colocada na Zero Hora:</p>
<p><em>O título “Levante contra a Corsan ganha força no Interior&#8221;, capa de ZH do último domingo, na minha opinião não reflete nem o conteúdo da matéria publicada,nem a realidade do serviço de abastecimento de água e esgoto no Estado. Se, das 35 prefeituras consultadas pela reportagem, 13 responderam que pretendem ou pelo menos estudam a possibilidade de privatizar o serviço e 22 não têm a intenção de deixar a Corsan, a síntese da capa está , no mínimo amplificada. Em um universo mais global, das 322 cidades gaúchas atendidas pela Corsan estas 13 representam apenas 4%, o que entendo estar longe de um levante.</p>
<p>Aproveito para reafirmar nosso compromisso em investir e melhorar os serviços prestados pela Corsan em todas as cidades onde temos contrato e me colocar a disposição para discutir este tema fundamental para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, que é o saneamento.</em></p>
<p>Colegas, note que a matéria que deu origem a resposta do presidente da Corsan saiu na capa do jornal dominical. Já a sua resposta, publicada nesta terça-feira, ficou escondida na página 2. Não seria de bom senso, jornalisticamente falando, dar o mesmo espaço que foi dado a matéria de domingo para a reposta por parte da Companhia? Ou até mesmo uma matéria sobre o que a Corsan pretende fazer sobre o quadro atual da empresa?</p>
<p><strong>Enquete</strong><br />
No sábado, uma enquete fajuta fez a seguinte pergunta aos leitores do jornal: <em>“Qual a sua opinião sobre a concessão da gestão da água a empresas privadas?”</em>. O resultado: 8 a 5 pró-privatização do serviço. E no domingo a matéria de capa aborda justamente o tal do <em>“Levante contra a Corsan”.</em> Entranho, não?</p>
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		<title>Os Bolsonaros e a rua Lima e Silva</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 15:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Somos]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[O grupo Somos &#8211; Comunicação, Saúde e Sexualidade publicou nota manifestando repúdio às recentes declarações racistas e homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e criticando a matéria publicada pelo jornal Zero Hora sobre o vandalismo que teria tomado conta da rua Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Intitulada &#8220;Vandalismo, drogas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/SomosLogo.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/SomosLogo.jpg" alt="" width="200" height="200" class="alignleft size-full wp-image-8989" /></a> <em>O grupo <a href="http://somosglbt.blogspot.com/">Somos &#8211; Comunicação, Saúde e Sexualidade</a> publicou nota manifestando repúdio às recentes declarações racistas e homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e criticando a matéria publicada pelo jornal Zero Hora sobre o vandalismo que teria tomado conta da rua Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Intitulada <em>&#8220;Vandalismo, drogas e sexo a céu aberto&#8221;</em>, a matéria tem como ilustrações fotos de casais gays se beijando. A nota do Somos afirma:</em></p>
<p>Na última semana nos deparamos com o deputado Jair Bolsonaro dando declarações racistas, heterossexistas e homofóbicas em rede nacional de televisão. “Pra mim ser gay é promíscuo, sim”, disse o deputado, democraticamente eleito pelo Partido Progressista do Rio de Janeiro, quando questionado sobre suas posições.</p>
<p>As crenças do deputado, expressas de modo bastante claro, são preocupantes. Mas a democracia, instituição pela qual no deputado não parece ter muito apreço, tem sua utilidade nesse caso: grande parte das pessoas acredita que é um direito de Bolsonaro dizer o que pensa. Então, que ele diga o que pensa, que nós discordemos de suas ideias, que haja discussões e que nada mude na realidade em que vivemos. Afinal, é um “direito democrático” dizer que gay é promíscuo, é um “direito democrático” votar em um candidato que acredita nisso, tanto quanto é um “direito democrático” discordar disso. Será mesmo?</p>
<p>A própria noção do que é democracia é totalmente distorcida neste caso. Ter liberdade de expressão significa ter direito de posicionar-se contra ou a favor de acontecimentos do nosso presente, mas jamais significa incitar ao ódio, promover a discriminação e a violência ou impor a todo um grupo de pessoas um rótulo preconceituoso. Isso não é liberdade de expressão: é liberdade de promoção e implantação do ódio. Entretanto, devemos tirar uma lição bastante preciosa das declarações de Bolsonaro. Ele dá voz a um murmúrio quase silencioso de muitos cidadãos e cidadãs brasileiras, que efetivamente concordam com suas ideias, eleitores e eleitoras que votaram no deputado e que legitimam suas posições. Há uma massa de pessoas que também acreditam no que Bolsonaro diz, e que também acreditam que é este o tipo de democracia que precisa vigorar no Brasil. Temos de estar atentos/as ao que isso pode significar para o jogo político. Além disso, é importante que as pessoas se expressem publicamente, que assumam suas crenças e que se responsabilizem por elas. Se concordam com as declarações do deputado, que tomem a voz: é importante tirar os/as reacionários do “armário” para que as discussões se tornem mais claras.</p>
<p>Na edição desta segunda-feira do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, as páginas 4 e 5 são dedicadas a descrever e denunciar os supostos abusos cometidos por jovens que se encontram na rua Lima e Silva, localizada no bairro Cidade Baixa na capital gaúcha. O bairro é reconhecidamente o preferido pela boemia porto-alegrense e é frequentado por muitos grupos em diferentes dias e diferentes ruas. A matéria, entretanto, foca como problema a sociabilidade jovem que acontece ali, sobretudo aos domingos, entre jovens. O título da matéria “Vandalismo, drogas e sexo a céu aberto” deixa muito a desejar, ainda mais quando contrastado com as fotografias que ilustram o texto: não há sexo a céu aberto, mas beijos entre dois meninos ou entre duas meninas. É este o conceito de &#8220;sexo a céu aberto&#8221;?</p>
<p>O SOMOS já desenvolveu uma pesquisa de levantamento de dados e um trabalho de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis junto aos jovens que se reúnem em frente ao Centro Comercial Nova Olaria. Durante a implementação das ações da pesquisa e do projeto Qual É A Sua, desde o ano de 2007, fizemos observações participantes na sociabilidade dos jovens na rua Lima e Silva. Durante os mais de 6 meses de observações, não presenciamos nenhuma cena de sexo a céu aberto, como sugere a matéria, também não presenciamos nenhum/a jovem subindo os parapeitos dos prédios para cheirar cocaína. Vale lembrar que jovens menores de 18 anos não podem entrar em motéis e normalmente moram junto com seus pais, o que dificulta os momentos de práticas sexuais a sós – mesmo assim, jamais vimos nenhum tipo de atentado violento ao pudor acontecendo na Lima e Silva.</p>
<p>Sim, é verdade que os/as jovens fazem xixi nas ruas, posto que os banheiros dos estabelecimentos próximos ficam fechados – apenas para os jovens – e a Prefeitura não disponibiliza banheiros públicos naquela região da cidade. Porém, o “problema” de urina e fezes nas ruas não é uma característica apenas da Lima e Silva – várias outras regiões de Porto Alegre têm sofrido com o total descaso da política de limpeza urbana do município. Se há consumo de drogas ilícitas, como a cocaína, ou abuso de drogas lícitas, como o álcool, é importante salientar que o uso e abuso destes tipos de drogas acontecem também a algumas quadras da rua Lima e Silva, ao longo da rua João Alfredo. A diferença entre a sociabilidade das duas ruas é que a primeira é predominantemente frequentada por jovens gays e lésbicas, enquanto que a segunda é destino de jovens heterossexuais – de classe média. O uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas não é privilégio dos jovens que se reúnem na rua Lima e Silva, mas uma prática mais ou menos disseminada e comum entre vários grupos de pessoas que frequentam vários outros ambientes de sociabilidade, sem que isso se torne um problema unicamente porque o consumo se dá dentro destes espaços, sem que o público em geral veja. É esse, então, o problema? Que sejamos obrigados a ver com nossos olhos aquilo que normalmente preferimos ignorar? Acreditamos que exista, sim, um problema em relação à sociabilidade dos/as jovens que frequentam a Lima e Silva aos domingos; entretanto, as maneiras com que a sociedade e a mídia vêm lidando com este problema, além da omissão do Poder Público Municipal, só têm piorado a situação.</p>
<p>A matéria de Zero Hora, cuja demanda de pauta ainda é um mistério, explicita problemas que não se restringem àquele grupo de jovens. É curioso notar que ao longo do texto, nenhum dos/as jovens foi ouvido/a ou entrevistado/a. Por quê? Se a eles/as são impetradas tantas transgressões, por que não ouvi-los/as sobre o que têm a dizer? Por que damos ouvidos às declarações de Bolsonaro, por exemplo, e é tão difícil de articularmos uma resposta consistente contra suas posições? Por que não há nas páginas de Zero Hora uma matéria sobre o uso e abuso de álcool e cocaína nas boates freqüentadas pelos jovens da classe média heterossexual de Porto Alegre? Por que não há políticas públicas relevantes para dar conta dos jovens, sobretudo no município de Porto Alegre? Por que é tão fácil de acreditar que Bolsonaro tem direito de dizer o que pensa, chamando isso de liberdade de expressão, enquanto que jovens gays e lésbicas não podem se beijar em público, posto que isso é atentado violento ao pudor? É porque, talvez, em alguma medida, aqueles/as que veem como um problema jovens gays e lésbicas se beijando em público estejam também de acordo com as declarações de Bolsonaro.</p>
<p>O SOMOS se posiciona contrariamente às declarações do deputado Jair Bolsonaro e repudia qualquer tipo de atitude ou ideia que incite ao ódio e à violência; defendemos, sim, a liberdade de expressão, mas somos absolutamente contrários/as a posições que denigrem os Direitos Humanos. Pela mesma razão, somos a favor de um tratamento mais digno e menos preconceituoso em relação aos/às jovens que frequentam a rua Lima e Silva aos domingos, de modo que todos os atores sociais e instituições públicas envolvidas nessa situação possam tomar medidas inclusivas para resolver a questão, sempre orientadas pelos princípios preconizados pelos Direitos Humanos. </p>
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		<title>O &#8220;déficit zero&#8221; não tinha sido um sucesso?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 18:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Déficit Zero]]></category>
		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Muzell O povo gaúcho &#8211; em especial, o leitor de Zero Hora &#8211; foi bombardeado nos últimos quatro anos por notícias que anunciavam e elogiavam a fantástica recuperação das finanças do Rio Grande do Sul, façanha maior do governo Yeda Crusius, o badalado “déficit zero”. Não é preciso ser técnico em finanças, qualquer cidadão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/deficit-zero-yeda1.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/deficit-zero-yeda1.jpg" alt="" width="300" height="240" class="alignleft size-full wp-image-8788" /></a> <strong>Paulo Muzell</strong></p>
<p>O povo gaúcho &#8211; em especial, o leitor de <em>Zero Hora</em> &#8211; foi bombardeado nos últimos quatro anos por notícias que anunciavam e elogiavam a fantástica recuperação das finanças do Rio Grande do Sul, façanha maior do governo Yeda Crusius, o badalado “déficit zero”. </p>
<p>Não é preciso ser técnico em finanças, qualquer cidadão bem informado sabe que o “déficit zero” foi uma fórmula fantasiosa criada para esconder a desordem financeira estrutural que surgiu e se agrava no estado. Essa desordem tem inúmeras causas, todas decorrentes de decisões insensatas e imprudentes de quase todos gestores públicos estaduais das últimas quatro décadas e que resultaram numa enorme dívida fundada e num imenso passivo judiciário. Dívida contratual, aliás, cujas condições – extremamente prejudiciais -, foram negociadas por um governador ex-funcionário da RBS, portanto íntimo da casa e à época o número 1 na lista dos “queridinhos de ZH”. Além disso, há uma grande despesa com os aposentados – hoje representam mais de 50% da folha – que significa um crescente déficit previdenciário. Nada disso avançou um milímetro no governo Yeda.</p>
<p>O que Yeda fez foi obter uma pequena melhora no equilíbrio receita-despesa à custa do desvio de bilhões e bilhões de reais que deveriam ser destinados à saúde e à educação e não o foram; à custa de um forte arrocho salarial e do sucateamento dos serviços essenciais. Só nas áreas da educação e na saúde o número de servidores ativos diminuiu 10%.</p>
<p>Yeda que, até o último minuto de seu governo, insistiu na absurda tese do “déficit zero” tentou um “grand finale”, um golpe de mestre, verdadeiro “fecho de ouro” para seu desastrado governo. Ao rufar de tambores e ao som de fanfarras, anunciou a herança bendita: deixava 3,6 bilhões em caixa para o novo governo que assumia!  Os desavisados e mal informados soltaram foguetes e festejaram o “milagre”. </p>
<p>Ledo engano, farsa barata. Poucos dias depois o secretário da Fazenda que assumia anunciava o quadro real: déficit orçamentário, dívida de bilhões no caixa única e cofres zerados. A farsa do “déficit zero” virou fumaça.</p>
<p>ZH &#8211; em especial a sua página 10 &#8211; dá agora um giro de 180 graus. Passa a anunciar, com destaque e constante repetição a “novidade”: a crise das finanças estaduais! Nas entrelinhas, subliminarmente passa a ideia de que com o novo governo surge uma nova realidade, que maus ventos começam a soprar nos céus do Rio Grande. Mas o déficit zero não tinha sido um sucesso?</p>
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		<title>Articulistas de ZH não aceitam que eleição acabou</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 23:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerra ideológica]]></category>
		<category><![CDATA[RBS]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Lupiscinio Pires Tive um impacto ao ler logo após a morte do ditador Pinochet um artigo escrito pelo renomado cirurgião José Camargo tecendo duras críticas à parte da população chilena por ter ido às ruas comemorar a morte do ditador. Naquela ocasião, visivelmente irritado passou um &#8220;pito&#8221; nos chilenos que &#8220;não entenderam a importância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Lupiscinio Pires</strong><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/teimosia1.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/teimosia1-300x214.jpg" alt="" title="teimosia" width="250" height="170" class="alignleft size-medium wp-image-8178" /></a></p>
<p>Tive um impacto ao ler logo após a morte do ditador Pinochet um artigo escrito pelo renomado cirurgião José Camargo tecendo duras críticas à parte da população chilena por ter ido às ruas comemorar a morte do ditador. Naquela ocasião, visivelmente irritado passou um &#8220;pito&#8221; nos chilenos que &#8220;não entenderam a importância de Pinochet em ter livrado o Chile de seu uma nova Cuba&#8221;. De quebra ainda lançou farpas contra os admiradores de Fidel Castro. O que me deixou estupefato foi que naquele artigo a questão das torturas e violações dos direitos humanos não foi contemplada pelo articulista. Um médico competentíssimo em transplante de pulmões teceu inúmeras considerações sobre o suposto desenvolvimento econômico na era Pinochet. Talvez, por excesso de trabalho, ou por falta de tempo para revisar seu artigo, os milhares de leitores de Zero Hora não conseguiram saber a opinião de José Camargo sobre as bárbaries praticadas no regime ditadorial chileno.</p>
<p>Em 31 de dezembro de 2010, o renomado cirurgião volta à cena. Ao abordar o tema importantíssimo da educação em seu artigo de ZH demonstra visivel irritação com a popularidade de Lula. <em>&#8220;Os políticos que, mandato após mandato, ignoram esta deprimente realidade, porque muitos deles precisam dessa legião de descerebrados como massa de manobra para serem reeleitos, serão implacavelmente julgados pela História.  Nenhum país fez, ou fará, a escalada rumo ao desenvolvimento verdadeiro, sem educação! E nenhum governante pode se orgulhar indefinidamente de sua popularidade se a galeria dos aplausos estava ocupada, em sua maioria, pelas vítimas desse descaso constrangedor&#8221;</em></p>
<p>Ao discorrer sobre as agruras da escola pública, comete o pecado da generalização. <em>&#8220;A escola pública decadente, com professores desvalorizados, recebe para educar os filhos indesejados de casais pobres, que trazem para este arremedo de ensino cérebros subdesenvolvidos pela fome da infância e cuja incapacidade primária se revela na observação dramática de que mais da metade deles chega à quarta série sem saber ler nem escrever.&#8221;</em></p>
<p>Parece que &#8220;filhos indesejados&#8221; só acontecem em familias pobres. Talvez o ilustre cirurgião desconheça a relidade que acontece em muitas escolas privadas de Porto Alegre, onde os professores são ofendidos e humilhados por filhos oriundos da classe média e alta. São fatos descritos em noticias de jornal.Seriam &#8220;filhos indesejados&#8221;?</p>
<p>A aprovação de mais 80% da população em relação ao presidente Lula causa um desconforto em determinados articulistas e colaboradores de ZH. Paulo Brossard, Flavio Tavares, Sergio da Costa Franco, Percival Pugina&#8230; A este grupo agora junta-se o cirurgião Camargo. Não se convenceram ainda que a eleição terminou. O terceiro turno só acontecerá em 2014.</p>
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		<title>O rancor da direita e o colunismo &#8220;B&#8221; de ZH</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/12/27/o-rancor-da-direita-e-o-colunismo-b-de-zh/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 11:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Muzell Há uns dois meses – na reta final da campanha eleitoral &#8211; escrevi neste mesmo espaço um comentário sobre a parcialidade e o mau caratismo do PIG – Partido da Imprensa Golpista -, com destaque especial para a revista Veja, aqui nos pagos reforçada e apoiada pela mídia local, especialmente a ZH. Eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/rancor1.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/rancor1.jpg" alt="" title="rancor" width="259" height="194" class="alignleft size-full wp-image-8148" /></a> <strong>Paulo Muzell</strong></p>
<p>Há uns dois meses – na reta final da campanha eleitoral &#8211; escrevi neste mesmo espaço um comentário sobre a parcialidade e o mau caratismo do PIG – Partido da Imprensa Golpista -, com destaque especial para a revista Veja, aqui nos pagos reforçada e apoiada pela mídia local, especialmente a ZH. Eles apontaram com toda força suas baterias contra Lula e Dilma. Desesperados ante a derrota eleitoral iminente e a possibilidade de não apenas quatro, mas muito provavelmente de mais oito ou até doze anos de continuidade do PT na presidência, tentaram tudo. Calúnias, dossiês falsos, supostas irregularidades fiscais, não faltou nada. Até uma metáfora de péssimo gosto foi tentada: Veja colocou na sua capa o escudo da República enroscado, ameaçado pelos tentáculos de <strong>uma perigosa lula! A democracia sob ameaça!</strong></p>
<p>Pois na paz deste fim de semana natalino, quando ainda ecoam ao longe os ecos dos sinos de Belém, lemos e ouvimos os comentários do PIG sobre os últimos dias e atos da despedida do presidente Lula. Em tempos de conciliação, e apesar de se tratar do presidente mais bem sucedido, popular e querido que este país já teve, em plena despedida, os caras não se controlam. Afinal PIG é PIG, eles trabalham em tempo integral. Não têm o menor pudor de, mais uma vez, mostrar seu ressentimento, sua parcialidade, seu descompromisso com a verdade, seu rancor. É só ligar a tevê (GloboNews, por exemplo), abrir a “Falha de S. Paulo” ou folhear a ZH.</p>
<p>“Ele não é um estadista”, afirma um colunista dominical de ZH, habitué, espécie de editorialista B do jornal, na edição do dia 25. Nele (Lula), “a  atração que exerce surge da facilidade com que diz coisas estapafúrdias como se fosse ciência ou verdade.”  O colunista, que se intitula jornalista e escritor, compara Lula ao general Figueiredo: os dois  se assemelhariam pela dificuldade de controlar o linguajar! Ao fazer essa esdrúxula comparação o colunista confunde “alhos com bugalhos”: ele leu, viu, ouviu, mas não entendeu nada!</p>
<p>Na economia &#8211; afirma ele &#8211; “o mito Lula não se sustenta em fatos, é repetição de versão triunfalista e de truques numéricos.” Citando sua “guru em economia”, a jornalista Miriam Leitão (ruim, heim?!), apresenta alguns números e dados supostamente negativos do governo Lula. Baixo crescimento do PIB em 2009 – reflexo da crise americana -, desmatamento da Amazônia, que embora reduzido no governo Lula ainda é elevado. E diz que Lula transferiu 30 bilhões/ano para os pobres (bolsa família) e dez vezes mais – 300 bilhões/ano, para ricos via pagamento dos juros da dívida pública. Ele esqueceu de dizer que a dívida pública que originou os elevado pagamento dos juros se multiplicou nos oito anos de FHC, quando tivemos uma taxa SELIC que beirou os 30% ao ano. (hoje ela é de 10,75%!) E arremata criticando os elevadíssimos gastos de propaganda do governo federal, que teriam superado um bilhão de reais em 2010.</p>
<p>Vovó me dizia que pior que uma mentira deslavada é uma meia verdade. Pois vamos responder as meias verdades do editorialista B de ZH. Primeiro: gastar pouco mais de um bilhão por ano em publicidade num orçamento de 900 bilhões, corresponde a 0,12% da despesa total União. Pois saibam que o  (des)governo Yeda, que nesses últimos quatro anos administrou um estado falido, só em 2009 gastou mais de 200 milhões em publicidade num orçamento de apenas 18,3 bilhões de receita líquida, correspondendo a 1,1% do orçamento. Vale dizer que,  <strong>proporcionalmente, Yeda gastou quase dez vezes mais em propaganda do que Lula! </strong></p>
<p>Contrariamente ao que afirmaram o colunista e Miriam Leitão, justamente o forte do governo Lula &#8211; além do carisma e da simplicidade de um presidente que sempre se identificou com seu povo -, é justamente a economia. Nos oito anos de seu governo foram criados de 11 milhões de empregos no país (contra menos de 800 mil no igual período de FHC); o salário mínimo subiu de setenta e oito dólares para os atuais 300 dólares, praticamente quadruplicou. As taxas de juros para empréstimos populares consignados se reduziram em dois terços; o volume de crédito familiar subiu de 14% (final do governo FHC), para os atuais 34% do PIB. Além disso, através do PAC foram investidos 500 bilhões de reais, especialmente em infraestrutura. Foram criadas dez novas Universidades Federais e construídas mais de 200 escolas técnicas profissionalizantes. O risco Brasil baixou sensivelmente (de 2.700 pontos com FHC, para 200 com Lula) e foi paga a dívida junto ao FMI, órgão do qual o Brasil é atualmente credor. O dólar caiu de 3,00 para os atuais 1,70 reais. A indústria naval brasileira está sendo reconstruída, a maioria das estradas rodoviárias foram e estão sendo recuperadas. Há, também, vultosos investimentos realizados e programados no sistema ferroviário. </p>
<p>Apesar das aves de mau agouro do PIG, dos editorialistas B, C e D de ZH e de outros pasquins por este Brasil afora, o governo Lula criou bases que tornam possível construir um novo país. Que em 2011 prosseguirá sua a trajetória vitoriosa sob a firme liderança de Dilma Rousseff.</p>
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		<title>Carta ao editor de Zero Hora</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Oct 2010 04:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[Enviado pelo leitor Solon Coelho Sr Ricardo Stefanelli, sinto me envergonhado após deparar-me com o editorial do Ex Pres. Fernando Henrique Cardoso na ZH dominical. As vésperas de uma eleição, um veículo que se intitula democrático , imparcial, submeter seus leitores a tão chulo artifício , realmente é algo constrangedor. Aliás como sustentar credibilidade quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/jornais25.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/jornais25.jpg" alt="" title="jornais2" width="200" height="150" class="alignleft size-full wp-image-7292" /></a>  <strong>Enviado pelo leitor Solon Coelho</strong></p>
<p><em>Sr Ricardo Stefanelli, sinto me envergonhado após deparar-me com o editorial do Ex Pres. Fernando Henrique Cardoso na ZH dominical. As vésperas de uma eleição, um veículo que se intitula democrático , imparcial, submeter seus leitores  a tão  chulo artifício , realmente é algo constrangedor. Aliás como sustentar credibilidade quando um de seus quadros, justo aquele que cobre a área política, sai repentinamente candidata ao Senado federal?</p>
<p>Estariam seus comentarios contaminados pela política partidária e devemos agora desconsiderá-los , ou quem sabre reinterpretá-los dando o devido &#8220;desconto&#8217; por assim dizer. Enfim, tudo isto poderíamos dizer, é democracia , e democraticamente não mais emprestarei meu tempo e tampouco meus recursos para financiar este tipo de imprensa e democracia. Pior do que a parcialidade é esta travestida de imparcial.</p>
<p>Esperando ter colaborado com alguma coisa me despeço, o cancelamento da assinatura aqui de casa será tratado com o devido setor.</em></p>
<p><strong>Atenciosamente,<br />
Solon F. Coelho</strong></p>
<div style="margin:5px" align="right"><!--adsense--></div>]]></content:encoded>
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		<title>Zero Hora (pra variar) briga com os fatos</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/09/03/zero-hora-pra-variar-briga-com-os-fatos/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 05:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Banrisul]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornal Zero Hora não cansa de se superar na arte de brigar com os fatos. Na noite desta quinta, a manchete do site de ZH é: “Banco Central isenta direção do Banrisul de supostos desvios”. O tema da matéria é uma nota divulgada pelo Banco Central sobre as irregularidades no banco. Só que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/estressada-11.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/estressada-11-300x254.jpg" alt="" title="estressada-11" width="250" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-6917" /></a> O jornal <a href="http://www.zerohora.com.br">Zero Hora </a>não cansa de se superar na arte de brigar com os fatos. Na noite desta quinta, a manchete do site de ZH é: <strong>“Banco Central isenta direção do Banrisul de supostos desvios”</strong>. O tema da matéria é uma nota divulgada pelo Banco Central sobre as irregularidades no banco. Só que a nota em questão não isenta a direção do banco de coisa alguma. Ela afirma que “até agora as informações de que dispõe não apontam o envolvimento da alta administração”, mas que,  &#8220;na eventualidade de vir a verificar irregularidades que constituam crime de ação pública, será obrigado a comunicar ao Ministério Público Federal”. </p>
<p>O teor da nota é quase acaciano, dizendo apenas que até agora o Banco Central não tem informação sobre o envolvimento da direção do banco nas irregularidades, mas se tiver no futuro terá que comunicar o caso ao MP Federal. De onde isso significa “isentar”? Na tarde desta quinta, era visível e audível o desconforto do jornalista Lasier Martins no acompanhamento da coletiva das autoridades do MP Estadual, do MP de Contas e da Polícia Federal. Primeiro estava preocupado em questionar o porquê do envolvimento da Polícia Federal. Informado sobre os indícios de lavagem de dinheiro e de evasão fiscal, mudou de assunto. Passou então a falar dessa “onda de desvios de dinheiro público que assola o Brasil”. E essa gente ainda quer ser levada a sério&#8230;</p>
<p>O sr. Lasier Martins e seus patrões podiam aproveitar toda essa preocupação com a lisura no trato com o dinheiro público e informar à população quanto seus veículos receberam de publicidade do Banrisul nos últimos anos. Ou esse uso do dinheiro público não é de interesse público?</p>
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		<title>Não cabe a RBS dizer como deve ser a educação dos nossos filhos</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 19:25:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[RBS]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[Cristóvão Feil registra hoje no Diário Gauche a mais recente manifestação de ultraliberalismo da RBS que, ao criticar projeto do governo Lula contra a prática de castigos físicos contra crianças, volta a repetir a ladainha falaciosa do “viés autoritário e intervencionista do governo na vida das pessoas”. Cristóvão escreve: “O editorialista de ZH talvez não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/editorialZH.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/editorialZH.jpg" alt="" title="editorialZH" width="400" height="345" class="aligncenter size-full wp-image-6349" /></a><br />
Cristóvão Feil registra hoje no <a href="http://diariogauche.blogspot.com/2010/07/quem-vai-controlar-os-estupradores-de.html#links">Diário Gauche</a> a mais recente manifestação de <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2972878.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=15095&amp;section=1011">ultraliberalismo da RBS</a> que, ao criticar projeto do governo Lula contra a prática de castigos físicos contra crianças, volta a repetir a ladainha falaciosa do “viés autoritário e intervencionista do governo na vida das pessoas”. Cristóvão escreve:</p>
<p><em>“O editorialista de ZH talvez não saiba, ou esqueceu, que o Estado é a instituição responsável pela organização e pelo controle social. Max Weber, que frise-se, nunca foi marxista, vai mais além, ao garantir que o Estado detém, de forma soberana e irrenunciável, o monopólio da violência legítima e da coerção legal”.</em></p>
<p>Para a RBS, “não cabe ao governo dizer aos cidadãos como eles devem educar os seus filhos”. A afirmação beira a delinquência. Para quem não é contra a existência de tais instituições é óbvio que cabe ao Estado e aos governos dizerem algumas coisas básicas sobre como educar os filhos: além do currículo básico (para citar um exemplo mais primário), dizem que os nossos filhos não podem roubar, não podem agredir ou matar outras pessoas, não podem desviar dinheiro público, entre outras determinações que o Estado impõe a todos os que pretendam viver em sociedade.</p>
<p>O ultraliberalismo tosco e indigente expresso no editorial de Zero Hora expressa bem a mentalidade de um setor da elite gaúcha (e brasileira) que demoniza o Estado, os Governos e a Política de um modo geral, colocando-se acima do bem e do mal. O discurso raivoso e irracional contra o Estado é uma constante, menos, é claro, quando se trata de defender uma boa isenção fiscal ou de uma generosa operação de socorro a alguma empresa privada em dificuldade utilizando, para isso, recursos públicos. Pois bem, diante dessa barbárie argumentativa praticada diariamente pela RBS, por meio de seus múltiplos braços e vozes, cabe lembrar de algumas funções básicas do Estado. Cristóvão Feil ilustra bem esse ponto:</p>
<p><em>“Isso significa que a ninguém é dado – nem a jogador de futebol, nem a filinho de papai executivo de um grupo midiático – o direito de matar a namorada e jogar os restos mortais como repasto a cães famintos, ou de violentar menor usando o celular blueberry ao invés do flácido e inútil pênis. O jogar que alimenta os cães com a carne da namorada, o filho do executivo que – impotente – enfia gadgets sem consentimento na amiga pré-adolescente, o pai que espanca o filho, todos, sem exceção, devem ser punidos no modo previsto em lei e sob a custódia do Estado soberano e seus agentes”.</em></p>
<p>Já a RBS e seus donos acham que “não cabe ao governo dizer como devemos educar nossos filhos”. Essa tarefa é reivindicada pela própria RBS que tem a pretensão diária de dizer aos cidadãos e cidadãs como devem se comportar, como os filhos e filhas destes cidadãos devem entender as notícias, apresentando “dicas” para praticamente todas as esferas da vida humana. Já que os governos e o Estado não devem se meter na educação das crianças, que tal a própria RBS começar a definir os currículos e indicar os professores e diretores das escolas públicas? </p>
<p>A mentalidade autoritária, intervencionista e anti-republicana expressa neste editorial ajuda a entender um pouco o que vem acontecendo em algumas escolas de Porto Alegre. A ausência de Estado é ocupada pelo quê mesmo? Não por acaso, o noticiário da RBS sobre violência em escolas costuma se concentrar em problemas ocorridos em escolas públicas da periferia. Já em relação às escolas de classe média alta, reina o silêncio. E quando algo de muito grave vem a público sempre se poderá empurrar o menor infrator, livre do “viés autoritário do Estado”, para um distante parentesco familiar. Considerando o atual estado de coisas no Rio Grande do Sul, vale devolver as palavras contra o acusador e afirmar: “não cabe a RBS dizer como devemos educar nossos filhos”.</p>
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		<title>A deformação como modo de vida</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/11/editoriais-de-zh-a-deformacao-como-modo-de-vida/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 13:39:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[Antídoto para o editorial indigente de ZH: artigo de José Luis Fiori sobre a política externa defendida pelo PSDB e pelas grandes empresas de comunicação do Brasil. Chama a atenção, diz Fiori, a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos. De fato. Aliás, quem escreveu o editorial de hoje de ZH? Donald Rumsfeld? O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Antídoto para o editorial indigente de ZH: <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4483">artigo de José Luis Fiori</a> sobre a política externa defendida pelo PSDB e pelas grandes empresas de comunicação do Brasil. Chama a atenção, diz Fiori, a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos. De fato.  Aliás, quem escreveu o editorial de hoje de ZH? Donald Rumsfeld?</em></p>
<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/zerohoraditadura2.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/zerohoraditadura2-256x300.jpg" alt="" width="256" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-5096" /></a> O editorial desta quinta-feira de <em>Zero Hora</em> (jornal que, sempre é bom lembrar, nasceu e cresceu bajulando ditadores) exibe mais uma vez um festival de deformações e mentiras relativas à política externa brasileira. O assunto é, obviamente, Cuba. Assunto, aliás, da maioria dos editoriais dos cadernos de propaganda das grandes empresas de comunicação nesta quinta. Mais uma destas coincidências editoriais que, em 99,9% dos casos, atinge o governo Lula. Como de costume, o editorialista esforçou-se para reproduzir com precisão a ideologia do patrão. O ponto central é o seguinte:</p>
<p><em>Obediente a uma política externa orientada por afinidades ideológicas e pelo antiamericanismo, o presidente brasileiro começa a preocupar até mesmo governantes que o reconhecem como uma liderança sensata e democrática.</em></p>
<p>Três linhas, três mentiras.</p>
<p>1) A política externa brasileira não é orientada por afinidades ideológicas. A frase saiu de um panfleto do PSDB, saudoso do tempo em que o país tirava os sapatos para conversar com os EUA.O Brasil se relaciona com países de diversas posições ideológicas e sua balança comercial não está pautada por ideologia. Não é por outra razão que o governo brasileiro passou a ser convidado a integrar os principais fóruns de debate mundiais.</p>
<p>2) A política externa brasileira não é orientada pelo antiamericanismo. Quem reconheceu isso foi o próprio presidente dos EUA, Barack Obama, que, meses atrás, chamou o presidente brasileiro de “o cara”. É difícil dizer o que é maior nesta posição editorial de ZH: a mentira, a ignorância ou a má-fé.</p>
<p>3) O presidente brasileiro começa a preocupar até mesmo governantes que o reconhecem como uma liderança sensata e democrática? Quais governantes, cára pálida? O desejo ideológico dos grandes jornais brasileiros atinge o patamar do delírio ao crer que mais um de seus factóides preocupa os governantes do mundo. </p>
<p>A política externa do governo Lula, segundo o mesmo editorial, “flerta com ditadores e inimigos dos direitos humanos”. Quem são eles? Castro, Chávez, Kadafi e Ahmadinejad. A política externa do Brasil também “flerta” com os EUA e Israel, para citar dois exemplos na direção oposta, que, para os donos de ZH, não representam “inquestionável ameaça à paz mundial por sua obsessão no desenvolvimento de armas nucleares”. Estes países, segundo eles, “nem sempre agem com justiça e eventualmente também cometem abusos”.</p>
<p>A melhor resposta para esse festival de sandices e deformações foi dada pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim:</p>
<p><em>“Se alguém está interessado em evolução política em Cuba, eu tenho a receita rápida: acabe com o embargo”.</em></p>
<p>O jornal ZH, sempre é bom lembrar também, tem todo o direito de ter a opinião que bem entender sobre a política externa brasileira ou qualquer outro assunto. Mas não tem nenhum direito em apresentar (deformadamente) posições contrárias às suas como “ideológicas” e as suas próprias opiniões como descrições da realidade. Isso é falsificação grosseira e inaceitável.</p>
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		<title>Sindicato critica campanha de Zero Hora contra piso salarial para policiais</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:44:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ugeirm]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) critica a posição editorial do jornal Zero Hora contra a proposta de um piso salarial nacional para os policiais. Segue nota publicada no site da entidade: &#8220;O Rio Grande do Sul paga os piores salários do país aos policiais. Há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/demagogia.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/demagogia.jpg" alt="" width="220" height="220" class="alignleft size-full wp-image-5080" /></a> O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) critica a posição editorial do jornal Zero Hora contra a proposta de um piso salarial nacional para os policiais. Segue nota publicada no site da entidade:</p>
<p><em>&#8220;O Rio Grande do Sul paga os piores salários do país aos policiais. Há um claro e inadmissível contraste entre essa realidade e o fato de estarmos entre os entes federados com maior economia. Seria razoável esperar que os gaúchos tivessem mais capacidade de remunerar mais dignamente servidores que cumprem funções essenciais e exclusivas de Estado. A segurança pública frequenta prioridades de discursos e anima campanhas midiáticas por menos violência e contra as drogas.</p>
<p>Eis que quando iniciativas surgem para tentar alterar o quadro salarial vexatório, o segmento hegemônico de imprensa volta suas baterias contra a suposta farra de dinheiro público. Reportagens que parecem desconsiderar a realidade dos policiais e de suas famílias recrutam especialistas para afirmar que piso salarial nacional para a categoria é ruim. Por quê? Porque os estados têm capacidades financeiras diversas. Ora, mas se é piso, por que os com mais disponibilidade de caixa não podem pagar mais, como já faz o Distrito Federal? Por que o salário mínimo é nacional sem prejuízo de pisos regionais acima do mínimo nacional?</p>
<p>Há um esforço perverso nas notícias que atiram contra aquilo que defendemos. Chama-se editorialização de reportagens. Funciona assim: primeiro fecha-se questão sobre determinado assunto. Depois, são pautadas matérias com diversos ângulos que apontam para irresponsabilidade, farra e impactos supostamente insuportáveis para a sociedade. Colunistas mantêm o tom do discurso único e uníssono, afinal os veículos são livres para não serem plurais em visões de mundo. </p>
<p>Não é suportável ter os mais baixos salários do país e, ao mesmo tempo, ter a metade do efetivo previsto. Não é suportável exigir elucidação de inquéritos apenas quando uma pessoa importante é assassinada. Não é suportável um policial ter a própria vida pautada pelo cotidiano da violência e, ao mesmo tempo, ver sua família refém da falta de perspectivas salariais condizentes com sua atividade. Mas a opinião de <em>Zero Hora</em>, por exemplo, chama o esforço legislativo e a necessária discussão sobre salários de policiais de “demagogia com dinheiro público”. Triste ver isso.</p>
<p>Os donos da mídia acham que o Estado tem que resolver o problema da segurança, desde que não se toque nos caixas que servem para isenções fiscais para grandes empresas &#8211; que também são grandes anunciantes. Não questionam seriamente a publicidade oficial que espalha outdoor onde a segurança pública melhora 151%. Escondem em canto de página a notícia de que o Rio Grande do Sul usou recursos do SUS para fazer, irresponsavelmente, proselitismo em favor do déficit zero. </p>
<p>Se morre ou adoece pobre que depende da saúde pública, paciência, pois o importante é reservar recursos para fazer negócios, espúrios inclusive, com aquele 1% da sociedade que detém quase 50% da renda nacional. Se morre gente com tiros na favela ou se tem enchente nos bairros sem sanemento e sem captação de águas pluviais, no limite, torcem a verdade para culpar as vítimas.  Basta de cinismo. </p>
<p>No enredo salarial do serviço público, policiais são vítimas e como tal exigem ser tratados. Quem atira contra nossos direitos de almejar salário digno está contra o direito essencial da sociedade de ter segurança pública de qualidade.</p>
<p>O poder das rotativas pode até tolerar aumentar muito acima da inflação os salários dos poucos que ganham muito. Professor e policial? É demagogia pretender vencimentos dignos para essas duas categorias numerosas, cujas entidades representativas, quando denunciam as manobras do governo, são tachadas de radicais nesses mesmos veículos, pelos mesmos editorialistas e pelos mesmos colunistas supostamente independentes. Eles estão contra você.</p>
<p>A Ugeirm vai, sim, insistir na campanha nacional pela aprovação da PEC 446, já aprovada em primeiro turno. Como se vê, existem aliados poderosos contra os interesses dos policiais espalhados no país, no RS inclusive. Nossa organização e unidade precisam ser fortes o suficiente para vencer a dissimulação do topo da pirâmide, que vira a cara para o lado da “responsabilidade” para não olhar para baixo, onde sempre tem um lugar reservado aos “irresponsáveis”.</em></p>
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		<title>Promotores da Infância e Juventude expedem recomendações ao jornal Zero Hora</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 20:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[RBS]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[A Promotoria de Justiça da Infância e Juventude expediu duas recomendações à Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS) e ao jornal Zero Hora visando a proteção de crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul. As recomendações foram causadas por reclamações de cidadãos gaúchos encaminhadas ao Ministério Público Estadual. A primeira, assinada pelo promotor Luciano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/jornais1.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/jornais1-300x225.jpg" alt="" width="200" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-5047" /></a> A Promotoria de Justiça da Infância e Juventude expediu duas recomendações à Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS) e ao jornal <em>Zero Hora</em> visando a proteção de crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul. As recomendações foram causadas por reclamações de cidadãos gaúchos encaminhadas ao Ministério Público Estadual.</p>
<p>A primeira, assinada pelo promotor Luciano Dipp Muratt, é para que não sejam publicadas na capa ou contracapa de <em>Zero Hora</em>, ou de outros periódicos pertencentes ao grupo RBS, material em que apareçam pessoas em estado de nudez, sob pena de medidas judiciais. Segundo o promotor, a medida está embasada nos artigos 78 e 257 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), que vedam expressamente a publicação de material impróprio para crianças e adolescentes, considerando tais fatos como infração administrativa. Ainda segundo Luciano Muratt, a medida foi motivada por reclamação de um cidadão à Promotoria da Infância e Juventude sobre a publicação de nudez em um caderno de <em>Zero Hora</em>. <em>“Como não podíamos impedir a veiculação nointerior do periódico, fizemos essa recomendação preventiva para que a nudez não apareça na capa e contracapa”. </em></p>
<p>A outra recomendação, expedida pela promotora de Justiça Synara Jacques<br />
Butelli, é para que ZH não veicule, em suas publicações voltadas ao público infanto-juvenil, especialmente no caderno Kzuka, imagens de crianças e adolescentes <em>“em situação que possa sugerir e estimular o consumo de bebidas alcoólicas e outras substâncias que possam causar dependência física ou psíquica”</em>. Uma pessoa contatou a Ouvidoria do MP reclamando de uma matéria publicada no caderno Kzuka. Intitulada “Tirando o pé da jaca”, a matéria trazia dicas para quem bebeu demais. <em>“O problema maior era que junto ao texto havia a foto de um adolescente com uma taça de espumante na mão”</em>, disse a promotora Synara Butelli. A recomendação do MP também aplica-se a <em>“textos ou matérias no mesmo sentido e que possam dar a entender ser adequado e não prejudicial à saúde esse consumo nessa fase da vida”.</em></p>
<p><em>As informações são do Ministério Público Estadual</em></p>
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		<title>RBS convoca &#8220;especialistas&#8221; para criticar tema da Campanha da Fraternidade de 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 17:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
				<category><![CDATA[CNBB]]></category>
		<category><![CDATA[RBS]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornal Zero Hora acordou preocupado hoje com a Campanha da Fraternidade 2010, lançada pela Igreja Católica e por outras cinco igrejas (Igreja Cristã Reformada, Igreja Anglicana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Síria Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida). O lema da campanha este ano, brada o jornal em sua manchete [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/campanhafraternidade.jpg"><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/campanhafraternidade-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-4852" /></a> O jornal <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2811933.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14124&amp;section=1015">Zero Hora acordou preocupado</a> hoje com a Campanha da Fraternidade 2010, lançada pela Igreja Católica e por outras cinco igrejas (Igreja Cristã Reformada, Igreja Anglicana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Síria Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida). O lema da campanha este ano, brada o jornal em sua manchete de capa, “divide setores cristãos, ao demonizar o lucro e atacar o agronegócio”. Os “setores cristãos” que estariam divididos segundo a manchete resumem-se, na matéria, ao presidente da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas de Porto Alegre, José Antonio Celia. O empresário faz restrições “à demonização do lucro, o ataque ao agronegócio e à globalização”.</p>
<p>O objetivo da Campanha da Fraternidade este ano é promover uma economia a serviço da vida. O cartaz promocional da campanha usa uma passagem de Mateus: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.  Para os organizadores, a economia deve ter também uma função ética e produzir “reais condições de crescimento e de progresso para todos, visando especialmente os mais pobres”.  <em>Zero Hora</em> chama isso de “demonização do lucro”. Para se contrapor às principais propostas levantadas pela campanha, o jornal da RBS fez um quadro com o que chama de “a palavra do especialista”. Os especialistas, no caso, se encarregam de defender o lucro, o mercado, a globalização, os bancos e  o agronegócio contra a ameaça da “demonização”.</p>
<p>A defesa do agronegócio mereceu destaque especial. O especialista convidado foi o ex-ministro da Agricultura e atual lobista do setor, Marcus Vinícius Pratini de Morais. Chama a atenção a opção pela “palavra do especialista” para se contrapor às posições da Campanha da Fraternidade. Foi a forma que o jornal encontrou para dar a notícia, falar sobre a campanha e, imediatamente, tentar desqualificá-la “chamando os universitários”. Na mesma direção, a colunista política de ZH, Rosane de Oliveira, diz que o tema da campanha “parece ter saído de documentos do Fórum Social Mundial, do programa de um partido socialista, de um congresso de estudantes ou mesmo de uma reunião do MST”&#8230; Contra estes demônios, só chamando o especialista&#8230;</p>
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