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	<title>Marco Weissheimer</title>
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	<description>Política, Economia, Cultura &#38; Outras Amenidades</description>
	<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 20:34:56 +0000</pubDate>
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		<title>A inspeção extraordinária do TCE e a saída de Fernando Lemos do Banrisul</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 20:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Banrisul]]></category>

		<category><![CDATA[Fernando Lemos]]></category>

		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>

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		<description><![CDATA[ No dia 20 de maio de 2008, o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), convocou uma coletiva para defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia Legislativa com o objetivo de investigar irregularidades em contratos firmados sem licitação pelo Banrisul com a Fundação de Apoio da Universidade Federal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/fernandolemos.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/fernandolemos.jpg" alt="" width="200" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-5216" /></a> No dia 20 de maio de 2008, o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), convocou uma coletiva para defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia Legislativa com o objetivo de investigar irregularidades em contratos firmados sem licitação pelo Banrisul com a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs). Feijó defendeu o afastamento de Fernando Lemos da presidência do banco e pediu à governadora Yeda Crusius (PSDB) que tomasse medidas “imediatas e urgentes”.</p>
<p>Na época, o vice-governador denunciou o desvio de cerca de R$ 18 milhões dos cofres públicos. Segundo Feijó, esse dinheiro teria saído do Banrisul para a Faurgs sem ser contabilizado. O banco teria repassado R$ 24 milhões para a Faurgs. No mesmo período, apontou, foi contabilizada a entrada de apenas R$ 6 milhões na fundação. Uma empresa terceirizada que prestaria serviços exclusivamente para a fundação teria recebido o restante. Feijó disse que sua denúncia estava baseada em investigações do Ministério Público. </p>
<p>A governadora, como se sabe, não deu ouvidos a Feijó e manteve Lemos no cargo até a semana passada quando anunciou seu afastamento da presidência do Banrisul. A imprensa de Porto Alegre noticiou o caso como uma troca rotineira, parte do processo de mudanças no secretariado causado pelos prazos de desincompatibilização do calendário eleitoral. Curiosamente, nem aquele que sai (Lemos), nem o que entra (o ex-secretário de Planejamento, Mateus Bandeira), irão concorrer a algum cargo. Qual é, então, a explicação para a troca no comando do Banrisul?</p>
<p>A pedido do Ministério Público de Contas, o Tribunal de Contas do Estado decidiu realizar uma inspeção extraordinária no banco. Até hoje, o resultado dessa inspeção não foi divulgado. A possibilidade desse anúncio ocorrer nos próximos dias estaria entre as causas da saída de Lemos do Banrisul e sua indicação para o Tribunal de Justiça Militar. <em>“Mais do que uma retribuição pelos serviços prestados à cleptocracia, com uma gorda aposentadoria, é uma maneira de garantir a ele, na prática, o salvo-conduto que a condição de Magistrado, mesmo de uma excrescência como o Tribunal Militar, proporciona”</em>, observa Adão Paiani, advogado e ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do RS. Mas essa conta, assinala ainda Paiani, não deve ser debitada exclusivamente a Yeda. “<em>Não vamos esquecer quem é o padrinho político dele: o Senador de indignação seletiva e moral geográfica, Pedro Simon”.</em></p>
<p>Simon só se manifestou sobre o caso para sair em defesa de Fernando Lemos, quando este foi alvo de pesadas acusações por parte do vice-governador Paulo Feijó. O Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado apontaram irregularidades nos contratos do Banrisul com a Faurgs. O MP considerou ilegal a dispensa de licitação e a prática de sub-contratação de empresas por parte da fundação. Só duas empresas do consultor Lauro Tachibana receberam R$ 10,6 milhões dos R$ 19,8 milhões repassados pelo banco à fundação como pagamento pela realização de uma “consultoria estratégica”. </p>
<p>Após o anúncio da realização de uma inspeção extraordinária no banco pelo TCE, o assunto foi paulatinamente caindo no esquecimento. Adão Paiani critica a falta de informações sobre o caso:</p>
<p><em>“Essa demora está fugindo a qualquer razoabilidade, dado o conteúdo e a qualidade das informações prestadas pelo vice-governador Paulo Feijó.  A forma de indicação dos conselheiros do TCE, a exemplo dos juízes do Tribunal de Justiça Militar, tem servido para que uma estrutura que deveria ser isenta e efetivamente fiscalizatória se transforme em refúgio ou recompensa, ou os dois juntos, dos saqueadores do patrimônio público. Coisa que Yeda tem feito com a desfaçatez que lhe é peculiar, com o silêncio cúmplice de uma mídia regiamente abastecida com verbas publicitárias milionárias”.</em></p>
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		<title>Saiba como o déficit zero é sustentado por uma campanha de desinformação</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/20/deficit-zero-e-sustentado-por-campanha-de-desinformacao/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 21:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[James Galbraith]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quer o entender o significado do déficit zero e a ideologia que está por trás dele? Leia o artigo “Em defesa dos déficits públicos”, do economista norte-americano James T. Galbraith, professor na Universidade do Texas. Filho de John K. Galbraith, James foi um dos primeiros a prever a crise econômica de 2008, ainda em 2004 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/galbraith.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/galbraith.jpg" alt="" width="443" height="260" class="aligncenter size-full wp-image-5210" /></a></p>
<p>Quer o entender o significado do déficit zero e a ideologia que está por trás dele? Leia o artigo <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16470" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.cartamaior.com.br');">“Em defesa dos déficits públicos”</a>, do economista norte-americano James T. Galbraith, professor na Universidade do Texas. Filho de John K. Galbraith, James foi um dos primeiros a prever a crise econômica de 2008, ainda em 2004 e é autor do livro <em>&#8220;The Predator State: How Conservatives Abandoned the Free Market and Why Liberals Should Too”</em> (O Estado Predador: como os conservadores abandonaram o livre mercado e por que os liberais também deveriam fazê-lo (Free Press).</p>
<p>No artigo, Galbraith trata de algumas afirmações apresentadas como senso comum que são, na verdade, parte de uma grande campanha de desinformação.</p>
<p><em>O fardo da dívida pública vai “se impor sobre nossos netos”, ou algo como “dívidas sem fim” estão supostamente diante de nós. Tudo isso faz parte de uma das maiores campanhas de desinformação de todos os tempos. A desinformação está enraizada no que muitos consideram o senso comum mais elementar. Pode ser visto como sabedoria caseira, especialmente, dizer que “assim como a família, o governo não pode viver além de suas possibilidades”. Mas governo não é como família. Nessas questões, os setores privado e público diferem em pontos muito básicos. Sua família depende de renda para honrar suas dívidas. Seu governo, não.</em></p>
<p>O economista lembra que há basicamente duas maneiras de se obter o que chamamos de crescimento econômico:</p>
<p><em>Uma maneira é o governo gastar. A outra, os bancos emprestarem. Deixando de lado os ajustes de curto prazo, como o aumento das exportações líquidas ou da inovação financeira, basicamente é disso que se trata. Governos e bancos são duas entidades com poder de criar algo do nada. Se é para a capacidade de investimento aumentar, um ou outro desses grandes motores financeiros – déficit público ou empréstimos privados – tem de entrar em ação. </p>
<p>Para as pessoas comuns, déficits orçamentários públicos, a despeito de sua má reputação, são muito melhores do que empréstimos privados. Déficits põem dinheiro nos bolsos privados. Os lares passam a ter mais dinheiro, livre e limpo, e podem gastar como quiserem. Se quiserem, também podem convertê-lo em ganhos com fundos públicos ou podem voltar a honrar suas dívidas. Isso se chama um aumento do “patrimônio financeiro líquido”. As pessoas comuns se beneficiam, mas não há aí nada para os bancos. </em></p>
<p>E é isso, sustenta Galbraith, o que explica a fobia de Wall Street, da mídia corporativa e dos economistas de direita em relação aos gastos de governos:</p>
<p><em>Banqueiros não gostam de déficit fiscal porque ele compete com os empréstimos bancários como fonte de crescimento. Quando um banco faz um empréstimo, o equilíbrio das contas em mãos privadas também aumenta. Mas agora o dinheiro não é de propriedade livre e limpa. Há uma obrigação contratual de pagar juros e de honrar a dívida principal. Se o empreendimento quebra, talvez haja um ativo a ser executado – uma casa ou uma fábrica ou companhia – que então vai se tornar propriedade do banco. É fácil de ver por que os banqueiros amam o crédito privado e odeiam os déficits públicos.</em> (<a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16470" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.cartamaior.com.br');">Íntegra do artigo</a>)</p>
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		<title>Proposta para extinção do Tribunal de Justiça Militar já está na Assembléia</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/19/proposta-para-extincao-do-tribunal-de-justica-militar-ja-esta-na-assembleia/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 20:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Fernando Lemos]]></category>

		<category><![CDATA[Tribunal de Justiça Militar]]></category>

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		<description><![CDATA[ Charles Bakalarczyk pergunta:
Em que se situação se encontra a proposta de extinção do Tribunal de Justiça Militar?
Há uma Proposta de Emenda Constitucional em tramitação na Assembléia Legislativa, encaminhada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, propondo a extinção do Tribunal de Justiça Militar. Além disso, há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade tramitando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/tjm.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/tjm-211x300.jpg" alt="" width="160" height="250" class="alignleft size-medium wp-image-5205" /></a> <a href="http://bakalarczyk.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/bakalarczyk.blogspot.com');">Charles Bakalarczyk</a> pergunta:</p>
<p><em>Em que se situação se encontra a proposta de extinção do Tribunal de Justiça Militar?</em></p>
<p>Há uma Proposta de Emenda Constitucional em tramitação na Assembléia Legislativa, encaminhada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, propondo a extinção do <a href="http://www.tjm.rs.gov.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.tjm.rs.gov.br');">Tribunal de Justiça Militar</a>. Além disso, há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade tramitando no Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade do órgão.</p>
<p>O deputado <a href="http://raulpont.ptsul.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/raulpont.ptsul.com.br');">Raul Pont</a>, vice-líder da bancada do PT na Assembléia, voltou a defender hoje a extinção do Tribunal, definindo-o como uma “instituição anacrônica que serve apenas de cabide de empregos para os aliados do governo”. “A nomeação de Fernando Lemos, cuja trajetória profissional, ao que se sabe, não tem qualquer relação com este órgão, só reforça a necessidade de extingui-lo”, disse Pont.</p>
<p>O parlamentar defendeu ainda a suspensão da indicação de Lemos para o TJM até a conclusão da inspeção extraordinária promovida pelo Tribunal de Contas do Estado no Banrisul a pedido do Ministério Público de Contas.</p>
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		<title>Fernando Lemos no Tribunal de Justiça Militar: a naturalização do absurdo</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/19/fernando-lemos-no-tribunal-de-justica-militar-a-naturalizacao-do-absurdo/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 14:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Fernando Lemos]]></category>

		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>

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		<description><![CDATA[
A naturalidade como vem sendo noticiada a indicação do presidente do Banrisul, Fernando Lemos, para o Tribunal de Justiça Militar, é apenas mais um capítulo do lamentável processo de naturalização do absurdo no Rio Grande do Sul. Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a necessidade de extinção do dito tribunal, aí está a cereja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/banrisul2.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/banrisul2.jpg" alt="" width="440" height="294" class="aligncenter size-full wp-image-5197" /></a></p>
<p>A naturalidade como vem sendo noticiada a indicação do presidente do Banrisul, Fernando Lemos, para o Tribunal de Justiça Militar, é apenas mais um capítulo do lamentável processo de naturalização do absurdo no Rio Grande do Sul. Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a necessidade de extinção do dito tribunal, aí está a cereja do bolo. A governadora Yeda Crusius está usando o mesmo para agradecer os serviços prestados e garantir uma aposentadoria generosa a seus aliados políticos. Uma aposentadoria vitalícia de aproximadamente 20 mil reais por mês.  Uma beleza.</p>
<p>Já havia sido assim com o coronel Mendes. Agora, segundo noticia-se, chegou a vez do afilhado político do senador Pedro Simon (PMDB). Advogado nascido em Vacaria onde “tem uma fazenda com gado, plantação e passa alguns fins de semana andando a cavalo”, conforme perfil publicado pela revista Press, Fernando Lemos se dedicará, confirmada sua ida para o TJM, a “processar e julgar os policiais militares e os bombeiros militares nos crimes militares definidos em lei, além de decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças”.</p>
<p>O senador certamente fará um pronunciamento enérgico nas próximas horas criticando a indicação. E, nos próximos dias, também leremos editoriais indignados e veremos jornalistas investigativos destemidos empenhados em vasculhar as entranhas desse círculo de amigos que não cesse da trocar mimos e presentes.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>MP manda Serra tirar dinheiro do SUS do mercado financeiro e aplicar na Saúde. E aqui?</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/19/mp-manda-serra-tirar-dinheiro-do-sus-do-mercado-financeiro-e-aplicar-na-saude-e-aqui/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 11:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>

		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma recente auditoria do Ministério da Saúde mostrou que os governos de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul usaram recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer ajuste fiscal. Luiz Carlos Azenha destaca, no Vi O Mundo, que o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/yeda-e-serra.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/yeda-e-serra.jpg" alt="" width="400" height="267" class="aligncenter size-full wp-image-5194" /></a></p>
<p>Uma recente auditoria do Ministério da Saúde mostrou que os governos de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul usaram recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer ajuste fiscal. Luiz Carlos Azenha destaca, no <a href="http://www.viomundo.com.br" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.viomundo.com.br');">Vi O Mundo</a>, que o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal &#8220;recomendaram&#8221; ao governo José Serra (PSDB) que tire os recursos do SUS que foram mercado financeiro e devolva-os para o Fundo Estadual da Saúde.</p>
<p>A assessoria de comunicação do MP Federal de São Paulo informa:</p>
<p><em>A recomendação estipula que sejam devolvidos todos os recursos do SUS mantidos em contas ou aplicações financeiras em nome do tesouro estadual à conta-corrente do Fundo Estadual de Saúde num prazo de cinco dias, a contar do momento em que o Estado de São Paulo seja notificado da recomendação.</p>
<p>Na recomendação, também é requerido que toda a documentação relativa à movimentação de recursos do SUS seja enviada mensalmente ao Conselho Estadual de Saúde, para fins de fiscalização e acompanhamento.</p>
<p>O promotor de Justiça Arthur Pinto Filho e as procuradoras da República Rose Santa Rosa e Sônia Maria Curvello, autores da recomendação, estipularam prazo de 20 dias úteis para que o governo do Estado comprove o cumprimento das medidas. Em caso de negativa, ou ausência de resposta, outras medidas judiciais ou extra-judiciais poderão ser aplicadas.</p>
<p>Para os autores, a recomendação visa “assegurar à população do Estado de São Paulo a aplicação da integralidade dos recursos do SUS em ações e serviços de saúde, bem como a fiscalização da movimentação desses recursos pelo órgão de controle social”.</em></p>
<p>Enquanto isso, aqui no Rio Grande do Sul&#8230;&#8230;..zzzzzzzzzzzzzz.</p>
<p>Alguma recomendação do MP para a governadora Yeda, que está fazendo o mesmo que Serra?</p>
<p><strong>Pavan encaminhou representação ao MP de Contas</strong><br />
No dia 9 de março, o deputado Ivar Pavan (PT) entregou ao Procurador-Geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, informações que confirmam o desvio de finalidade na aplicação de verbas do SUS pela Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com o relatório do Ministério da Saúde, em 30 de junho de 2009, a Secretaria da Saúde tinha R$ 164,7 milhões aplicados no mercado financeiro rendendo juros e correção monetária.</p>
<p>Além de apresentar dados da própria Secretaria da Fazenda que confirmam a retenção dos recursos da saúde, o parlamentar encaminhou representação solicitando que o MPC proponha medida cautelar obrigando o governo gaúcho a aplicar, imediatamente, os recursos repassados pela União em ações e serviços públicos de saúde previstos nos convênios firmados entre o Estado e o governo federal. De acordo com os dados apresentados pelo deputado, o saldo financeiro do Fundo de Saúde era de R$ 35,8 milhões em 2006, passando para R$ 164,7 milhões em junho do ano passado. “Isso é um forte indicativo de que o governo está fazendo caixa com recursos da saúde para sustentar a fraude do déficit zero”, frisou.</p>
<p>Pavan revelou, ainda, que o saldo de nove contas vinculadas ao Fundo de Saúde – vigilância em saúde, vigilância sanitária, estão plena da SES, DSTs, laboratório central, medicamentos excepcionais, convênio MS gestante, convênio MS câncer colo e mama e serviços de saúde – triplicaram de 2006 a 2006. O saldo total disparou de R$ 4,3 milhões para R$ 14,2 milhões no período. Da Camino informou que já existe expediente em andamento sobre o tema no MP de Contas. Segundo ele, o governo do Estado deverá explicar nos próximos 60 dias como se deu a execução orçamentária no setor.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ação improcedente: juiz diz que Yeda e filha expuseram menores a meios de comunicação</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/18/acao-improcedente-juiz-diz-que-yeda-e-filha-expuseram-menores-a-meios-de-comunicacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 13:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>

		<category><![CDATA[André Machado]]></category>

		<category><![CDATA[Tarsila Crusius]]></category>

		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>

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		<description><![CDATA[ O juiz Jorge André Pereira Gailhard, da 13ª Vara Cível de Porto Alegre, considerou improcedente a ação ajuizada pelo menor João Guilherme – representado por sua mãe, Tarsila Rorato Crusius – contra o jornalista André Machado, da RBS, pela publicação de uma foto em seu blog. Segundo informações do site Espaço Vital, a sentença [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/justica1.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/justica1.jpg" alt="" width="200" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-5188" /></a> O juiz Jorge André Pereira Gailhard, da 13ª Vara Cível de Porto Alegre, considerou improcedente a ação ajuizada pelo menor João Guilherme – representado por sua mãe, Tarsila Rorato Crusius – contra o jornalista André Machado, da RBS, pela publicação de uma foto em seu blog. Segundo informações do site <em><a href="http://www.espacovital.com.br/noticia_complemento_ler.php?id=1742&amp;noticia_id=17682" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.espacovital.com.br');">Espaço Vital</a></em>, a sentença foi proferida terça-feira, 16 de março, sendo a primeira de uma série de ações movidas contra jornalistas e empresas de comunicação pela mesma razão, a saber, a publicação de fotos de um protesto realizado dia 16 de julho de 2009, em frente à casa da governadora Yeda Crusius. Nas fotos em questão, a governadora Yeda Crusius e sua filha, Tarsila Crusius, aparecem, ao lado dos netos, discutindo com os manifestantes em frente à residência.</p>
<p>Conforme nota publicada no <em>Espaço Vital</em>, o juiz André Pereira Gailhard concluiu que <strong>“a exposição inadequada do menor aos meios de comunicação foi proporcionada pelos seus próprios responsáveis, não podendo o requerido ser penalizado pela divulgação da fotografia em seu blog, eis que o menor encontrava-se em meio ao confronto da governadora, sua avó, com os manifestantes do CPERS”</strong>. O juiz avaliou ainda que “o jornalista não vinculou a fotografia do infante a fatos desabonatórios ou que pudessem lhe acarretar situação vexatória perante terceiros”. “Da leitura da reportagem contida no blog, percebe-se o claro animus narrandi do requerido, o qual expôs os fatos sem manifestar qualquer juízo de valor acerca da conduta da governadora, sequer mencionando o nome do menor autor da ação judicial”.</p>
<p>A ação pede a condenação do jornalista ao pagamento de indenização por danos morais, alegando, entre outras coisas, que “o autor experimentou os efeitos danosos resultantes de ter sua imagem, privacidade e intimidade devassadas, os quais foram agravados em virtude da mensagem subliminar nela compreendida, eis que o requerente e sua avó aparecem atrás das grades”. Em sua resposta, a defesa de André Machado cita o art. 5°, IV e XIV, da Constituição Federal, que assegura a liberdade de expressão e informação e o artigo 220, segundo o qual a manifestação de pensamento, criação, expressão e informação não sofrerão qualquer restrição. E sustenta que o jornalista se limitou a noticiar o fato ocorrido em frente à casa da governadora Yeda Crusius, avó do demandante, não havendo qualquer conotação ofensiva ao menor.</p>
<p>A defesa sustenta que o menor foi levado para o local por aqueles que deveriam tê-lo afastado de lá (a mãe e a avó), e sua presença acabou compondo a notícia. Se houve afronta ao Estatuto da Criança e Adolescente, diz, “foi gerada exclusivamente pela mãe e avó do demandante, as quais usaram o menor como escudo às agressões dirigidas à pessoa pública da Governadora”. E acrescenta: <strong>“por liberalidade de sua mãe e de sua avó o autor foi conduzido para o portão da casa onde reside a família, sendo com ela fotografado</strong> (&#8230;) Na foto em tela, a Sra. Governadora porta um cartaz com os dizeres “Vocês não são professores. Torturam crianças. Abram alas que minhas crianças têm aula”, sendo que a última expressão reflete que Yeda e Tarsila pretendiam sair de casa de qualquer forma, usando as crianças que deveriam estar protegidas em casa”.</p>
<p>Os menores em questão, assinala ainda a defesa, “são pessoas públicas, sendo que na campanha que elegeu Yeda governadora os mesmos foram utilizados como um dos motes eleitorais, pois nascidos no RS, em resposta ao fato de a candidata ser paulista”. E ressalta <strong>“a desatenção da mãe e da avó acerca dos dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente”</strong>. Um eventual emprego de técnica para distorcer o rosto do menor na foto, diz, “não impediria a identificação do menor, por ser pessoa pública e porque se encontrava ao lado de sua avó no momento dos fatos”. Sustenta, por fim, que não há nenhuma mensagem subliminar no fato de a fotografia mostrar João Guilherme, Tarsila e Yeda separados dos manifestantes pela grade de proteção da residência. <strong>“O fato em comento está sendo usado como tentativa de obter ganho financeiro”</strong>, conclui.</p>
<p><a href="http://www.espacovital.com.br/noticia_complemento_ler.php?id=1742&amp;noticia_id=17682" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.espacovital.com.br');">A íntegra da sentença está disponível aqui.</a></p>
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		<title>A renúncia de Fogaça: um balanço de 63 meses</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/17/a-renuncia-de-fogaca-um-balanco-de-63-meses/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 20:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[José Fogaça]]></category>

		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

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Por Paulo Muzell
No final deste mês de março, José Fogaça (PMDB) renuncia ao cargo de prefeito de Porto Alegre, por ele exercido por um longo período de 63 meses. Momento adequado para que se faça uma avaliação, uma reflexão retrospectiva. Hora de medir os “prós” e os “contras”, avaliar o que foi feito ou deixou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/araujo_viana3.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/araujo_viana3.jpg" alt="" width="450" height="299" class="aligncenter size-full wp-image-5180" /></a></p>
<p><strong>Por Paulo Muzell</strong></p>
<p>No final deste mês de março, José Fogaça (PMDB) renuncia ao cargo de prefeito de Porto Alegre, por ele exercido por um longo período de 63 meses. Momento adequado para que se faça uma avaliação, uma reflexão retrospectiva. Hora de medir os “prós” e os “contras”, avaliar o que foi feito ou deixou de ser feito nestes mais de cinco anos. Foi, não há qualquer dúvida, um governo pródigo de slogans, anúncios e promessas e muito pobre em realizações.</p>
<p>O saldo do balanço é extremamente negativo. Os investimentos da Prefeitura diminuíram, os serviços municipais pioraram, há uma aguda crise na saúde, temos uma cidade mais suja, mal iluminada, com suas praças e áreas verdes mal cuidadas, um trânsito caótico. Denúncias de desvios e propinas se multiplicaram.</p>
<p>A oposição – com a mais absoluta razão – o acusa de privatista e aí estão os episódios da frustrada tentativa de entregar à iniciativa privada o cadastro do ISSQN da Fazenda Municipal; a parceria público-privada que cedeu a exploração do Araújo Viana (foto) a uma empresa; o camelódromo construído e explorado pela iniciativa privada; o desmonte do DMLU; as mudanças no Plano Diretor favorecendo os interesses da especulação imobiliária, incluindo-se aí  a entrega do “filé”, do “funil” do centro da cidade  –  permitindo até a construção de shoppings e espigões com até de 100 de altura, sem qualquer estudo preliminar de impacto viário – tudo sob o “manto” e o pretexto da revitalização do Cais do Porto. </p>
<p>Os servidores municipais se queixam – também com a mais absoluta razão – da secundarização do seu papel como protagonista nas ações e projetos da Prefeitura: diminuíram seus salários, aumentaram as desigualdades e os privilégios, reduziu-se seu efetivo enquanto avançou a terceirização e o número dos “amiguinhos” do governo: cargos em comissão e estagiários. O SIMPA revela ou números. Nas Secretarias municipais existiam no começo de 2005 – primeiro ano de Fogaça – apenas 267 cargos em comissão. No final de 2009 já eram 476, quase o dobro! Se incluirmos as autarquias e fundações seu total atinge mais de 750! Só na Procempa, uma empresa técnica de informática, existem 52! A pergunta é: trata-se de uma empresa de informática ou de um “depósito de políticos desempregados” em eventual exílio por “problemas” com eles ocorridos?</p>
<p>O número de estagiários das Secretarias era pouco mais de 1.000 em 2005, no final de 2008 já atingiam 2 mil e trezentos! O gasto com serviços de terceiros (pessoa física e jurídica e auditorias) pulou de 596 milhões em 2004, para 734 milhões em 2008, um aumento de quase 140 milhões de reais por ano de uma despesa que ocupa espaço crescente, reduzindo salários e os investimentos no orçamento municipal.</p>
<p>Apesar de fortemente blindado pela mídia – especialmente pela RBS –, não há nenhum dúvida que o ex-senador e ex-prefeito terá sérias dificuldades para explicar na campanha eleitoral que se avizinha seu lamentável desempenho à frente da Prefeitura de Porto Alegre.</p>
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		<title>PSDB sem programa e sem discurso</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 19:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[ Nova pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirma tendência apontada em levantamentos anteriores: a aprovação de Lula bate novo recorde, Dilma Rousseff segue crescendo e José Serra segue estagnado (ou “estável”, como preferem dizer seus apoiadores). Nove áreas do governo foram avaliadas e, em apenas três, desaprovação superou aprovação. Geração de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/jose_serra1.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/jose_serra1-300x199.jpg" alt="" width="200" height="100" class="alignleft size-medium wp-image-5176" /></a> <em>Nova pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirma tendência apontada em levantamentos anteriores: a aprovação de Lula bate novo recorde, Dilma Rousseff segue crescendo e José Serra segue estagnado (ou “estável”, como preferem dizer seus apoiadores). Nove áreas do governo foram avaliadas e, em apenas três, desaprovação superou aprovação. Geração de emprego em fevereiro bate recorde. Alto desempenho do governo e da economia expõe vazio programático do PSDB e de sua candidatura.</em></p>
<p>Os números do Ibope reforçaram a preocupação dos partidários de Serra. Até a metade da tarde desta quarta, o site nacional do PSDB ignorava a pesquisa, sem fazer qualquer comentário sobre ela. Sinal de que falta o que dizer no momento. Pelo twitter, o presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra, procurou minimizar o resultado dizendo que Serra “se manteve estável” na pesquisa porque “não faz campanha eleitoral antecipada”. “O Serra operou esse tempo todo como governador. Não operou como candidato”, disse Guerra, esquecendo-se de mencionar as agendas carnavalescas de Serra e as freqüentes inaugurações de obras em São Paulo (atividades que, no caso da ministra Dilma Rousseff, segundo o PSDB, configurariam propaganda eleitoral antecipada).</p>
<p>A dificuldade do PSDB com as palavras é compreensível. O partido tem um candidato conhecido, mas sem discurso e programa. E a cada nova pesquisa esse vazio vai sendo exposto. Neste novo levantamento do Ibope, há um dado muito expressivo: mais da metade dos entrevistados (53%) disseram que pretendem votar nas eleições deste ano em um candidato apoiado pelo presidente Lula. Some-se a este dado aquele que afirma que 42% dos entrevistados não sabem que Dilma é candidata de Lula e o tamanho do problema para os tucanos está bem configurado. Ainda segundo os números do Ibope, a candidata do PT ficou mais conhecida e a rejeição em relação ao seu nome caiu expressivamente. Em resumo, não uma única notícia boa para Serra na pesquisa, a não ser que se considerasse que Dilma poderia ter crescido ainda mais.</p>
<p>E, a julgar pelas projeções, isso deve ocorrer nas próximas pesquisas. O nome de Dilma é o único que vem crescendo desde setembro de 2009. Enquanto isso, Serra permanece estagnado, ou estável, como preferem dizer seus apoiadores. A diferença pró-Serra caiu de 20 pontos percentuais, em setembro, para apenas 5 pontos agora em março. O que os tucanos não querem reconhecer (e não podem) é que esse crescimento é acompanhado de uma alta aprovação das políticas do governo Lula. O Ibope avaliou essas políticas divididas em nove áreas: combate à fome e à pobreza, educação, meio ambiente, combate ao desemprego, combate à inflação, taxa de juros, saúde, segurança pública e impostos. Apenas nestas três últimas, o índice de desaprovação foi maior do que o de aprovação.</p>
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		<title>&#8220;Troco do Coração&#8221;: Zaffari pede a clientes que tapem furo de Fogaça na Saúde</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 13:14:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[José Fogaça]]></category>

		<category><![CDATA[Zaffari]]></category>

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		<description><![CDATA[ Leitora Silvia relata experiência inusitada no caixa do Zaffari (vários leitores e leitoras, aliás, já relataram o mesmo):
&#8220;Inacreditável, após fazer as compras no Zaffari quando a caixa estava para finalizar o total perguntou timidamente se eu gostaria de doar os 0,42 de troco - eu estava pagando com o cartão de débito - para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/zafarri.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/zafarri.jpg" alt="" width="480" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-5166" /></a> Leitora Silvia relata experiência inusitada no caixa do Zaffari (vários leitores e leitoras, aliás, já relataram o mesmo):</p>
<p><em>&#8220;Inacreditável, após fazer as compras no Zaffari quando a caixa estava para finalizar o total perguntou timidamente se eu gostaria de doar os 0,42 de troco - eu estava pagando com o cartão de débito - para o Hospital de Pronto Socorro. Incrédula perguntei para qual hospital? O de Porto Alegre? Pasmem, é sim campanha descarada para a campanha do Fogaça, a campanha chama- se “TROCO DO CORAÇÃO”, isso em ano eleitoral. Na última eleição para prefeito, todos os caixas vendiam CD do Fogaça durante a campanha e no dia da eleição. Realmente a coisa está escancarada, a troca de favores entre a prefeitura e o Zaffari é latente&#8221;. </em></p>
<p>Já recebi o mesmo pedido, várias vezes, nos últimos dias. Chamou-me a atenção o ar constrangido da funcionária do caixa, obrigada a participar da presepada. Essa campanha é a cara de Fogaça e dos setores de classe média e alta que o apóiam. Defendem e praticam o Estado mínimo, sucateiam os serviços públicos, colocam um adesivo de &#8220;Chega de tanto imposto&#8221; em seus automóveis e depois bolam uma campanha de voluntariado para repartir a conta com a população. </p>
<p>Em sua próxima campanha, a empresa poderia pedir aos clientes uma contribuição para tapar o rombo de R$ 10 milhões no Programa de Saúde da Família em Porto Alegre.</p>
<p>Alô, Ministério Público&#8230;</p>
<p><em>Ilustração: Imagem de propaganda institucional do Zaffari (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VFBdKNfV6-M&amp;feature=player_embedded" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.youtube.com');">disponível no Youtube</a>)</em></p>
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		<title>É espontâneo: Lula + Dilma = 34%; Serra= 10%</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/17/ibope-lula-dilma-34-serra-10/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 12:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>

		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>

		<category><![CDATA[Lula]]></category>

		<category><![CDATA[Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[
Alguns números da pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada hoje:
Na pesquisa espontânea, o presidente lidera com 20%. Dilma está à frente de Serra (14% a 10%).
Na pesquisa estimulada, Serra tem 35% e Dilma, 30%. Marina aparece com 8%.
Diferença entre Serra e Dilma caiu 13 pontos percentuais em relação à última [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/dilmaeserra2.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/dilmaeserra2.jpg" alt="" width="476" height="290" class="aligncenter size-full wp-image-5159" /></a></p>
<p>Alguns números da pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada hoje:</p>
<p>Na pesquisa espontânea, o presidente lidera com 20%. Dilma está à frente de Serra (14% a 10%).</p>
<p>Na pesquisa estimulada, Serra tem 35% e Dilma, 30%. Marina aparece com 8%.</p>
<p>Diferença entre Serra e Dilma caiu 13 pontos percentuais em relação à última pesquisa do Ibope.</p>
<p>Segundo turno: Serra tem 44%; Dilma, 39%.</p>
<p>Avaliação positiva do governo Lula atinge nível recorde de 75%. Maneira de governar é aprovada por 83% da população.</p>
<p>77% dos entrevistados confiam no presidente Lula, quase o mesmo percentual de dezembro de 2009.</p>
<p>Índice de rejeição de Dilma caiu de 41% para 27% desde a pesquisa de dezembro.</p>
<p>42% dos entrevistados não sabem que Dilma é a candidata de Lula.</p>
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		<item>
		<title>Como vai a saúde da população em Porto Alegre?</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/16/como-vai-a-saude-da-populacao-em-porto-alegre/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 00:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>

		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[ As recentes polêmicas envolvendo a denúncia de desvio de recursos do Programa Saúde da Família (PSF) e o assassinato do secretário Eliseu Santos (PTB) representam, entre outras coisas, uma oportunidade para analisar como está a saúde pública na maior cidade do Rio Grande do Sul. Tema que sempre recebe atenção especial em épocas eleitorais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/perguntas4.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/perguntas4-282x300.jpg" alt="" width="182" height="180" class="alignleft size-medium wp-image-5154" /></a> As recentes polêmicas envolvendo a denúncia de desvio de recursos do Programa Saúde da Família (PSF) e o assassinato do secretário Eliseu Santos (PTB) representam, entre outras coisas, uma oportunidade para analisar como está a saúde pública na maior cidade do Rio Grande do Sul. Tema que sempre recebe atenção especial em épocas eleitorais, o serviço de saúde oferecido à população costuma ser esquecido depois disso. Queixas isoladas – e freqüentes – de usuários são ouvidas e publicadas aqui e ali, sem que se estabeleça, porém, um quadro geral da situação. Melhorou? Piorou? A população mais pobre está sendo bem atendida? Como vai de saúde? E o Programa Saúde da Família? Qual foi mesmo o trabalho que o Instituto Sollus fez durante 24 meses e que rendeu R$ 57,6 milhões ao instituto?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>A visita de Lula e a crise EUA-Israel: vem aí o editorial &#8220;Obama é antiamericano&#8221;?</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/16/a-visita-de-lula-e-a-crise-eua-israel-vem-ai-o-editorial-obama-e-antiamericano/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 00:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>

		<category><![CDATA[Governo Lula]]></category>

		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<category><![CDATA[Lula]]></category>

		<category><![CDATA[Palestina]]></category>

		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[
Depois de visitar Israel, o presidente Lula passou para a segunda etapa de seu giro no Oriente Médio: os palestinos. O Brasil defende a solução pacífica do conflito com dois Estados (Israel e Palestina) e a derrubada do muro construído em território palestino. Obviamente não será o Brasil que resolverá o problema, mas a visita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/lulaholocausto2.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/lulaholocausto2.jpg" alt="" width="480" height="320" class="aligncenter size-full wp-image-5151" /></a></p>
<p>Depois de visitar Israel, o presidente Lula passou para a segunda etapa de seu giro no Oriente Médio: os palestinos. O Brasil defende a solução pacífica do conflito com dois Estados (Israel e Palestina) e a derrubada do muro construído em território palestino. Obviamente não será o Brasil que resolverá o problema, mas a visita de Lula mostra que o país adquiriu um novo peso internacional. Os resultados já obtidos expõem o ranço ideológico do editorial de Zero Hora (11 de março), definindo a política externa brasileira como “orientada por afinidades ideológicas e pelo antiamericanismo”. Ironicamente, a visita de Lula coincidiu com uma séria crise nas relações EUA-Israel. Considerando as relações umbilicais entre os dois países, cabe perguntar: vem aí um editorial acusando Obama de ser “antiamericano”?</p>
<p><em>Foto: Ricardo Stuckert/PR</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Campanha questiona Fogaça sobre desvio de R$ 10 milhões do SUS em Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 12:25:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<category><![CDATA[Instituto Sollus]]></category>

		<category><![CDATA[José Fogaça]]></category>

		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Fórum de Entidades em Defesa do SUS, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançaram uma campanha em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) de Porto Alegre. O spot de rádio que já está no ar questiona o prefeito José Fogaça (PMDB) sobre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/fogaa_1.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/fogaa_1.jpg" alt="" width="400" height="326" class="aligncenter size-full wp-image-5147" /></a></p>
<p>O Fórum de Entidades em Defesa do SUS, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançaram uma campanha em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) de Porto Alegre. O spot de rádio que já está no ar questiona o prefeito José Fogaça (PMDB) sobre a denúncia de desvio de quase R$ 10 milhões do Programa de Saúde da Família (PSF) na capital. Segundo investigações da Polícia Federal, o Instituto Sollus, que gerenciou o PSF em Porto Alegre, de outubro de 2007 a outubro de 2009, teria desviado R$ 9,6 milhões de recursos destinados ao programa.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tIMYstvgiSo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/tIMYstvgiSo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Em agosto de 2009, a prefeitura rescindiu o contrato com instituto por “problemas na prestação de contas”. Antes disso, durante 24 meses, o Sollus faturou cerca de R$ 57,6 milhões em Porto Alegre. Por ocasião da rescisão do contrato com o instituto, Fogaça evitou comentar as razões da mudança: “O fim do convênio foi uma questão de escolha. Fizemos apenas uma decisão por algo novo”. Fogaça avaliou que o Sollus prestou um “excelente trabalho para a cidade”, ainda que a Prefeitura tenha decidido pelo fim da parceria.</p>
<p><strong>Ilustração:</strong> <a href="http://www.satiro-hupper.blogspot.com" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.satiro-hupper.blogspot.com');">Sátiro-Hupper</a></p>
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		<title>A guerra e os segredos que unem Yeda e Fogaça</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 02:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>

		<category><![CDATA[José Fogaça]]></category>

		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>

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		<description><![CDATA[ A governadora Yeda Crusius (PSDB) só permanece no cargo porque o PMDB assinou um cheque em branco para ela. Mais de um cheque, na verdade. No auge do escândalo do Detran, por ocasião da revelação da conversa entre o então chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, e o vice-governador Paulo Feijó, a casa tucana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/fogacaeyeda.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/fogacaeyeda.jpg" alt="" width="414" height="276" class="aligncenter size-full wp-image-5139" /></a> A governadora Yeda Crusius (PSDB) só permanece no cargo porque o PMDB assinou um cheque em branco para ela. Mais de um cheque, na verdade. No auge do escândalo do Detran, por ocasião da revelação da conversa entre o então chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, e o vice-governador Paulo Feijó, a casa tucana esteve muito perto de ruir. Só não ruiu porque o senador Pedro Simon e o deputado federal Eliseu Padilha, entre outras lideranças políticas aliadas do governo Yeda decidiram segurar seus corroídos e corrompidos alicerces. Em 2009, por ocasião da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e da aceitação do pedido de impeachment pela Assembléia Legislativa, mais uma vez o PMDB foi chamado a cumprir seu papel de principal elemento de sustentação do atual governo. Sem o apoio do PMDB, Yeda não existiria mais. </p>
<p>E agora, como costuma fazer, o PMDB vai se apresentar nas eleições estaduais como candidato à pacificação da guerra da qual é um dos principais responsáveis. A guerra que, há décadas, é travada contra o patrimônio público no Estado. O candidato do PMDB, José Fogaça, é o candidato a pacificador. Renunciará à prefeitura de Porto Alegre certo de que não receberá, na mídia local, duras críticas pelo gesto. E que não terá também seu nome associado ao de Yeda Crusisus. O velho MDB gaúcho, como diz o senador Simon, é diferente do PMDB do resto do país. De fato, é diferente. Mas, ao contrário do que apregoa ser, é mais hipócrita que outras seções regionais do partido que, ao menos, assumem explicitamente o pragmatismo rebaixado das alianças de ocasião. Aqui, o PMDB integra governos, sustenta governantes e, quando não tem a titularidade do cargo, sai do governo às vésperas das eleições apresentando-se como agente da pacificação. A mesma tática repete-se agora.</p>
<p>Yeda, por sua vez, aposta que a próxima pesquisa a colocará na casa dos 15%, assinalando que ela não é uma carta fora do baralho. Será curiosa a relação entre PMDB e PSDB na campanha eleitoral. O que o PMDB dirá do governo Yeda? Que é um governo corrupto? Que paralisou o Estado? E o que Yeda dirá do PMDB? Que é um partido ingrato e insaciável? Que é um partido que também está atolado em denúncias de corrupção no Estado? Quem pacificará o clima entre PMDB e PSDB na campanha eleitoral? Um sabe muito da vida do outro. Da vida oficial e da clandestina. O que, afinal, distinguirá Yeda de Fogaça na disputa ao governo do Estado?</p>
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		<title>A partidarização da RBS: o braço ruralista</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 16:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Aurélio Weissheimer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ana Amélia Lemos]]></category>

		<category><![CDATA[RBS]]></category>

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		<description><![CDATA[ A comentarista e colunista política da RBS, Ana Amélia Lemos, confirmou hoje o que já era esperado: será candidata ao Senado pelo PP. Segundo anunciou, pretende defender os interesses do agronegócio gaúcho. Ou seja, continuará a fazer o que já fazia como colunista da RBS, sem informar aos seus ouvintes e leitores sua coloração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rsurgente.opsblog.org/files/anaamelia2.jpg" ><img src="http://rsurgente.opsblog.org/files/anaamelia2.jpg" alt="" width="174" height="244" class="alignleft size-medium wp-image-5135" /></a> A comentarista e colunista política da RBS, Ana Amélia Lemos, confirmou hoje o que já era esperado: será candidata ao Senado pelo PP. Segundo anunciou, pretende defender os interesses do agronegócio gaúcho. Ou seja, continuará a fazer o que já fazia como colunista da RBS, sem informar aos seus ouvintes e leitores sua coloração partidária. </p>
<p>Cabe lembrar o que diz o Guia de Ética e Responsabilidade Social da RBS em suas páginas 13 e 14:</p>
<p><em>“O uso de recursos, do cargo e do nome da empresa para obtenção de vantagens pessoais constitui-se em prática rejeitada pela RBS (&#8230;) Por ser incompatível com a atividade-fim do Grupo RBS, a formalização de candidatura eleitoral de profissionais ou colaboradores pressupõe seu afastamento do quadro”.</em></p>
<p>Ana Amélia se afasta da empresa, após ter descumprido a primeira parte da regra. Praticamente em toda a eleição, algum profissional da RBS faz isso e aproveita a visibilidade oferecida pela empresa para disputar um cargo político. O espírito das duas regras é freqüentemente desrespeitado pela própria empresa. A relação de jornalistas e comunicadores candidatos que saíram ou passaram pela RBS é longa (Antonio Britto, Maria do Carmo, Sérgio Zambiasi e Paulo Borges, para citar alguns dos casos mais conhecidos). </p>
<p>Até confirmar oficialmente sua candidatura, Ana Amélia jamais informou sua filiação partidária a seus ouvintes e leitores. Quando se posicionava, por exemplo, contra a revisão de índices de produtividade no campo, estava expressando uma convicção pessoal, jornalística, legítima de alguém que ocupa um espaço de opinião, ou estava contrabandeando uma posição do PP, partido que tem uma relação umbilical com os interesses dos grandes proprietários de terra e da Farsul? </p>
<p>A RBS tem outro ex-funcionário disputando as eleições deste ano. Trata-se de Afonso Motta, que deixou a vice-presidência institucional do grupo no dia 10 de dezembro de 2009 para concorrer a deputado federal pelo PDT. diretor jurídico da RBS e um dos criadores do Canal Rural, Motta é pecuarista e produtor rural em Alegrete. Segundo o presidente do grupo, Nelson Sirotsky, “ele contribuiu muito para a expansão da rede, participando da compra de jornais, rádios e TVs”.</p>
<p>A direção da RBS, é claro, nega qualquer relação e/ou interesse com as duas candidaturas.</p>
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